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Governança de dados: avaliar maturidade e definir roadmap

Riscos e Governança de dados - Apresentação

Apresentando o curso e objetivo geral

Boas-vindas ao nosso curso Governança de dados: avaliar maturidade e definir roadmap.

A ideia é que nós possamos avaliar o panorama de dados para criar iniciativas de forma mais eficiente.

Apresentando o instrutor e audiodescrição

Meu nome é Pedro Henrique Campagna Moura da Silva e eu serei a pessoa instrutora durante este curso.

Audiodescrição: Eu sou um homem de pele clara, com cabelos e olhos escuros, e estou usando uma camiseta bordô.

Contextualizando experiência e escopo do curso

Trabalhei durante muito tempo, e ainda trabalho, com governança de dados; atualmente estou em uma função um pouco diferente. Atuo como pessoa consultora de governança de dados na Europa e também sou pessoa instrutora da Alura há quase seis anos. Estou muito feliz.

Neste curso, nós vamos trabalhar as ferramentas que podemos utilizar para avaliar a maturidade de uma organização em relação à gestão de dados.

Detalhando entregáveis e aplicações práticas

Caso esse seja seu objetivo final, nós, do ponto de vista de consultoria, já realizamos esse trabalho diversas vezes: entregamos relatórios que indicam o nível de maturidade da empresa e, a partir disso, traçamos planos de ação mais adequados e precisos, que respeitam a maturidade inicial da organização. Alternativamente, se você vai trabalhar com ações de gestão de dados dentro de uma organização, este curso fornecerá ferramentas para entender a maturidade dessa organização, o que precisa ser feito, o que faz sentido implementar em relação às iniciativas compatíveis com essa maturidade e como medir essa maturidade de forma quantitativa e qualitativa.

Se esse é o seu interesse, seja muito bem-vinde.

Estabelecendo pré-requisitos e iniciando os estudos

Como adendo, este não é um curso para iniciantes em governança de dados ou na área de dados de maneira geral. É muito importante que você tenha alguma base em dados, porque vamos abordar diversas iniciativas, incluindo ownership (propriedade dos dados) e stewardship (administração dos dados). É essencial conhecer esses termos de governança e gestão de dados para aproveitar melhor o curso.

Vamos começar nossos estudos.

Riscos e Governança de dados - Por que é importante avaliar a maturidade das iniciativas de governança de dados de uma organização

Contextualizando a importância e o cenário inicial

Olá! No vídeo de hoje, início do nosso curso sobre avaliação de maturidade das iniciativas de governança de dados, vamos discutir por que é tão importante avaliar a maturidade dessas iniciativas nas mais diversas instituições.

Para isso, vamos conhecer melhor o nosso cenário. A ideia é que fomos contratados para liderar uma iniciativa de qualidade de dados dentro de uma organização que vende artigos esportivos. Essa organização está crescendo e começamos a identificar erros de qualidade de dados que resultavam na entrega de produtos de forma incorreta ou geravam muitos problemas com os dados de cadastro. Portanto, decidiram contratar pessoas especializadas nisso. Você faz parte do nosso time e vamos realizar, em conjunto, toda essa primeira avaliação do que precisa ser feito.

Levantando perguntas iniciais e riscos de implementação

As primeiras perguntas que surgem para nós são: por onde podemos começar essa iniciativa? Também é importante entender quais são os pré-requisitos para que possamos, de fato, dar início à qualidade de dados. E será que essa empresa está realmente preparada para esse tipo de iniciativa? Obviamente, fomos contratados com esse objetivo em mente, mas pode ser que a empresa não esteja preparada para isso.

É justamente por isso que é tão importante entendermos quais são os riscos de implementar qualidade de dados neste momento da organização. Precisamos pensar quais são os fatores na organização que podem afetar negativamente essa implementação. O que podemos fazer para avaliar e entender se faz sentido prosseguir com esse plano neste momento de maturidade da organização?

Essas são perguntas fundamentais sempre que entramos em uma organização e, mesmo quando já estamos atuando nela, é importante realizar essa análise com frequência para entender, por exemplo, se a iniciativa de governança de dados está seguindo por um caminho que talvez não seja o mais adequado.

Alertando para falhas comuns e necessidade de alinhamento

Acontece, mais do que gostaríamos, e já vimos muitas vezes em nossa carreira em governança de dados, que algumas iniciativas nascem com times e algum financiamento e, quando não entregam o resultado esperado, muitas vezes são encerradas. Nesses casos, podemos ter de começar novamente, ou a iniciativa pode ficar para sempre marcada como uma falha para a organização. Isso é muito negativo para a governança de dados.

Por isso, precisamos sempre avaliar o momento de maturidade da organização e verificar se as iniciativas atuais de governança de dados fazem sentido nesse contexto, se estão alinhadas. Caso contrário, o risco de insucesso é muito maior.

Detalhando os passos para uma avaliação estruturada

O que precisamos fazer para realizar essa avaliação de forma bem-feita e estruturada? Primeiro, começamos pela base da pirâmide: é importante compreender o panorama geral da organização. Qual é o nível de transformação digital? Qual é a quantidade de sistemas e como tudo isso se entrelaça para entendermos como a governança de dados está inserida no contexto da empresa de maneira geral.

Também precisamos compreender as necessidades específicas da organização, tanto em relação a ferramentas e capacidades quanto em relação a pessoas. Não apenas das pessoas que farão parte direta da iniciativa, mas de todas aquelas que serão influenciadas ou que vão interagir com a nova iniciativa de qualidade de dados.

Priorizando ações e aumentando as chances de sucesso

Além disso, precisamos identificar quais ações são mais efetivas e geram mais valor. E talvez não seja uma iniciativa de qualidade de dados, ainda que tenhamos sido contratados inicialmente para realizar exatamente isso. Devemos avaliar como o momento da instituição pode impactar a governança de dados: a instituição está crescendo? Está diminuindo de tamanho? Está passando por uma transformação digital e mudando como vende alguns produtos? Tudo isso é absolutamente relevante para nos posicionarmos no centro da iniciativa de maneira eficiente e garantirmos um resultado melhor.

Isso vale tanto para a organização, que é nosso objetivo principal, quanto para nós em nível de carreira. Também é importante assegurar que a iniciativa não comece inviável. Portanto, precisamos considerar como garantir, ou ao menos aumentar, as chances de sucesso a partir de todas essas avaliações.

Riscos e Governança de dados - A jornada da governança de dados

Contextualizando o cenário e questionando o momento

Agora que nós já compreendemos o cenário no qual vamos trabalhar — recapitulando rapidamente: trata-se de uma empresa que vende artigos esportivos, que precisa muito disso e nos contratou para conduzir uma iniciativa de qualidade de dados —, precisamos parar e refletir. Será que este é o momento adequado para que essa iniciativa ocorra? Faz sentido conduzir uma iniciativa de governança de dados, especificamente de qualidade de dados, neste momento da empresa? Temos tudo o que precisamos?

Para tomar essa decisão, entendemos que, primeiro, teremos de realizar uma avaliação da maturidade dessa empresa em relação à governança de dados. Para isso, precisamos considerar a jornada de governança de dados dentro dessa organização. No entanto, quando falamos em jornada, pode parecer que a governança de dados é uma estrada pela qual todas as organizações passam pelos mesmos pontos até chegar a um destino final — um momento em que tudo está governado e os dados têm qualidade. Não é assim.

Desmistificando a linearidade e avaliando a maturidade

Não podemos compreender a governança dentro das organizações como algo linear. Não existe uma sequência perfeita de iniciativas, passos e processos que garanta o sucesso das iniciativas de governança de dados.

Além disso, precisamos avaliar a maturidade para entender como as capacidades atuais da empresa vão atender às necessidades reais, às demandas por dados que existem dentro da organização.

Reconhecendo singularidades e alinhando a estratégia

As iniciativas, uma vez iniciadas, evoluem conforme a organização cresce, muda, aprende e enfrenta novos desafios. Por tudo isso, em duas empresas distintas, a jornada de governança de dados nunca será igual. Mesmo que se mire um objetivo similar — alcançar um ambiente mais governado e com menos problemas de qualidade de dados —, os caminhos não serão idênticos. Consideramos que isso faz parte do que torna essa área tão interessante.

Não basta simplesmente implementar um catálogo de dados e, depois, uma ferramenta de qualidade de dados. O mais importante é entender as necessidades da empresa ou organização, compreender a estratégia organizacional e, a partir desses dois elementos, traçar um plano em que ambos façam sentido para alcançar um cenário com menos questões e problemas relacionados aos dados, garantindo que a organização consiga extrair mais valor deles de maneira geral.

Enfatizando limites das ferramentas e valorizando pessoas e processos

Isso não se trata apenas de qualidade e governança como subdisciplinas, nem é uma questão meramente técnica. Nós vamos lidar com as bases da organização e modificá-las. Isso é muito importante de se compreender. Justamente porque não são as ferramentas que fazem a governança.

Isso significa que, se nós pegarmos as melhores ferramentas de mercado — as mais caras e completas — e as implementarmos em uma organização, essa organização estará governada? De forma alguma. As melhores soluções disponíveis facilitam processos e reduzem esforço manual, mas não criam governança por si mesmas. Isso é fundamental: elas, de fato, não a criam.

Nenhuma ferramenta isolada, pelo menos até o momento, sustenta todos os processos de governança. Esses processos são complexos e envolvem várias áreas e várias pessoas. O que gera um ambiente cada vez mais governado, com menos problemas de dados, é a integração entre as capacidades técnicas das ferramentas e as capacidades das pessoas de lidar com os dados.

Priorizando cultura de dados e garantindo sustentabilidade

A conclusão a que nós chegamos, a partir desse raciocínio, é que governança é tanto sobre cultura quanto sobre tecnologia, e a tecnologia muitas vezes é secundária nessa decisão. Trabalhar com governança de dados é atuar na cultura das organizações, e exatamente por isso é tão desafiador. Maturidade tecnológica, sem maturidade organizacional em dados, não sustenta nenhuma iniciativa de governança.

É a cultura de dados — a alfabetização e o letramento em dados, em que cada pessoa da organização entende a importância desse ativo estratégico — que precisa ser construída em paralelo e, muitas vezes, antes de toda a infraestrutura técnica, seja um catálogo de dados, seja uma ferramenta de qualidade.

Por isso, é fundamental entendermos, primeiro, a maturidade da organização em relação a dados e, depois, se a iniciativa para a qual fomos contratados realmente faz sentido e está alinhada ao que a organização tem a oferecer em termos de maturidade de dados e conhecimento sobre ferramentas. Também precisamos avaliar se, a longo prazo, essa iniciativa consegue ser mantida de forma estável, saudável e sustentável.

Antecipando a avaliação de maturidade e definindo próximos passos

Neste curso, nós vamos avaliar, por exemplo, quais iniciativas de governança muitas empresas tendem a adotar, para entendermos aproximadamente onde elas estão dentro dos diferentes níveis de maturidade.

No nosso trabalho de criar uma iniciativa de qualidade de dados, precisamos analisar quais são as capacidades de que nós precisamos, quais são as soluções existentes no mercado e quais decisões teremos de tomar para dar início a esse processo. Quando essa iniciativa faz sentido? Faz sentido para o momento específico da empresa? Ou existem pré-requisitos — técnicos ou culturais — que exigirão que ajustemos alguns aspectos antes mesmo de começarmos a trabalhar com qualidade de dados?

Por isso, é essencial realizarmos essa avaliação de maturidade antes de iniciarmos qualquer iniciativa. E é justamente sobre isso que vamos falar neste curso. [♪]

Sobre o curso Governança de dados: avaliar maturidade e definir roadmap

O curso Governança de dados: avaliar maturidade e definir roadmap possui 154 minutos de vídeos, em um total de 45 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Governança e Qualidade de Dados em Dados, ou leia nossos artigos de Dados.

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