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Governança de Dados: Governança e Business Intelligence

Governança e Business Intelligence - Apresentação

Apresentando o curso e a instrutora

Olá! Quero dar as boas-vindas ao curso de Governança e Business Intelligence (Inteligência de Negócios) na plataforma Alura. Meu nome é Viviane Martins e serei sua instrutora nesta jornada.

Audiodescrição: Sou uma mulher alta, com 1,73 m de altura, cabelo comprido com mechas, sobrancelhas grossas, visto um blazer com uma blusa preta por baixo e uso óculos.

Minha trajetória na área de tecnologia supera 30 anos — pouco mais de três décadas —, iniciada ainda na infância. Ao longo desse período, atuo compartilhando conhecimento na área acadêmica e aplicando esses estudos no ambiente corporativo, em diferentes segmentos da indústria, não apenas em tecnologia, mas também no setor financeiro e em outros ramos de atividade.

Meu principal foco é consultoria em Business Intelligence (Inteligência de Negócios), com ampla atuação em governança em cibersegurança.

Deixo também meu link e meu e-mail para que possamos interagir ao longo do curso.

Antecipando a jornada e esclarecendo a governança

Convidamos você a participar de forma imersiva desta jornada de aprendizado. Nós vamos começar do zero, abordando governança e o processo de BI, e percorreremos diversos temas ao longo desta jornada.

Muitas vezes, as pessoas pensam que governança é apenas documentar, elaborar relatórios sistêmicos ou fazer documentação de ativos. No entanto, é muito mais do que isso: trata-se de uma correlação entre diferentes áreas dentro da organização. Assim, a governança interage com a área de tecnologia, com a área de segurança, com a área de dados e também com as pessoas proprietárias dos dados, que são responsáveis pela área de negócios.

Saber governar é contribuir de forma positiva para que todo o processo tenha êxito e, caso ocorra alguma ação inesperada, ter insumos e conhecimento para traçar uma estratégia de contenção. Precisamos saber com quem falar, quais são as áreas envolvidas e qual é o plano de comunicação.

Todo o monitoramento e a manutenção de Business Intelligence (inteligência de negócios) caminham junto com o monitoramento das ações de qualquer projeto analítico.

Destacando a importância das pessoas e concluindo as boas-vindas

Ao longo deste treinamento, perceberemos a importância das pessoas nesse processo, indo além da tecnologia. Vale considerar a participação em uma comunidade de governança com BI dentro da nossa organização, entender como poderíamos criar uma, caso não exista, e por que isso é importante.

Ao longo deste treinamento, veremos as vantagens e o papel significativo e positivo da governança em todo o processo analítico e em todo o processo de Business Intelligence (inteligência de negócios).

Desejo a você um excelente curso, sucesso nos estudos, e vejo você em breve no próximo vídeo para começar o aprendizado. Até então!

Governança e Business Intelligence - BI como Interface do Negócio

Introduzindo a importância do BI como interface do negócio

Olá. Iniciando nosso aprendizado, vamos falar sobre a importância do BI (Inteligência de Negócios) como interface do negócio. Em determinadas ocasiões, diante da urgência de um projeto, o interesse por algo pronto — um conjunto de gráficos predefinidos, uma análise finalizada — pode ser colocado em primeiro plano por quem solicita o projeto. No entanto, quais são os passos que seguimos até chegar a uma entrega e a uma comunicação mais eficaz, alinhada ao objetivo desse projeto?

O que antes estava disperso em planilhas, em bases de dados, em diferentes softwares ou mesmo em documentos PDF passa a ser reunido em um painel visual, em um dashboard (painel), para contar uma história a partir dos dados analisados.

Compreendendo a necessidade do negócio antes dos gráficos

Antes de começarmos a construir gráficos, precisamos compreender o negócio e a área envolvida. Qual é a necessidade? Podemos ter, por exemplo, uma liderança ou uma área de negócio solicitando um painel de vendas. Porém, quais são os insumos que vamos utilizar para obter essa informação e fornecer o melhor tratamento analítico, comunicando a melhor estratégia ou a melhor informação de acordo com a demanda?

Podemos ter um problema específico ou algo necessário de ser visualizado no processo interno com nossas pessoas colaboradoras, mas que talvez não tenha sido comunicado à área de tecnologia ou mesmo à área de BI. Entender o negócio e a necessidade é fundamental para iniciarmos as análises e, então, contribuirmos na forma de um relatório, de uma visão gráfica ou até de um painel executivo ou operacional, com dados que conduzam a uma leitura clara e a uma decisão estratégica.

Integrando fontes de dados e organizando informações

Trata-se de traduzirmos o que temos de informação em diferentes tabelas, em arquivos de Excel, em Google Sheets, em bases extraídas de sistemas, em dados provenientes de SAP e de Protheus, em arquivos PDF ou em informações presentes em uma base de dados — trazendo tudo isso para a nossa análise, a fim de oferecer a melhor contribuição à área solicitante.

Com esse trabalho, saímos do caos de arquivos segregados e passamos a contribuir de forma positiva.

Conectando áreas e fortalecendo a governança do processo

Para que isso ocorra, é necessário que todas as áreas estejam interconectadas — a área de negócio, a área de tecnologia e a área diretamente envolvida com Inteligência de Negócios. Para viabilizar essa conexão, utilizaremos fortemente o papel da governança em todo o processo, tema que também abordaremos neste curso.

Nós costumamos dizer que nunca se trata apenas de um conjunto de gráficos que vamos entregar ao cliente, assim como nunca foi apenas um dashboard (painel).

Exemplificando com a comunidade Tableau e contextualizando o problema

Aqui, por exemplo, acessamos o site da comunidade pública do Tableau, onde mostramos alguns conceitos e algumas visualizações gráficas sobre determinados temas.

Antes mesmo de entregar um projeto de visualização gráfica a um cliente, é importante entender se essa visualização fará sentido para a necessidade atual e para o problema de negócio que o cliente tem. Aqui utilizamos o contexto da área da saúde, mas podemos considerar outros temas, como educação e outros itens. Um conjunto de gráficos relacionados conta uma história. Chamamos isso de painel de visualização ou dashboard (painel). E por que esse painel foi criado? Porque há uma área solicitante, respaldada por uma demanda fundamentada em um problema de negócio, em uma necessidade objetiva e em como a entrega poderá contribuir.

Evidenciando limites das ferramentas e priorizando a necessidade

Temos modelos que estamos apresentando como entendimento do que é o resultado de uma análise, caso desejemos realizá-la de forma visual. No entanto, não basta nos preocuparmos apenas em extrair informações que antes estavam em arquivos segregados e trazê-las de maneira visual se isso, possivelmente, não contribuirá com a necessidade inicial do cliente. O cliente pode ser externo ou interno à organização em que trabalhamos. Não podemos nos limitar a pensar apenas em ferramentas.

Podemos utilizar uma ferramenta analítica como Power BI, muito conhecida no mercado, para criar um painel. Podemos usar Tableau, também bastante utilizada e que, em algumas companhias, é a ferramenta base de trabalho, para produzir um gráfico atrativo e um painel de visualização chamativo. Ou mesmo utilizar a ferramenta do Google, Looker Studio Pro, para criar protótipos de análises para o cliente. Porém, antes de tudo isso, é necessário termos pleno entendimento sobre o foco da necessidade, as responsabilidades de cada parte e a governança de todo o processo.

Alinhando dados às decisões e definindo responsabilidades

É importante estabelecermos a correlação não apenas com a necessidade, mas também com a visão dos dados disponíveis, verificando se essa visão contribuirá efetivamente para decisões futuras ou para as respostas que o cliente espera por meio dessa comunicação. Assim, conseguimos traduzir os dados de forma mais precisa e alinhada a uma leitura interpretativa.

Outro ponto importante é definir quem é responsável por cada parte e por cada processo. A pessoa de negócios e a pessoa de business intelligence (inteligência de negócios) — por exemplo, a pessoa analista de BI (inteligência de negócios) — entregará a chamada última milha do dado. Mas, sendo totalmente responsável por essa milha, essa pessoa também será responsável pela decisão sobre o que está sendo entregue, ou essa responsabilidade é da área de negócios? A colaboração entre as duas áreas é crucial para que um projeto de BI tenha evolução contínua e alcance a assertividade esperada nas decisões estratégicas da companhia.

Eu espero você no próximo vídeo para dar continuidade às nossas informações.

Governança e Business Intelligence - O Caos do Dashboard sem Governança

Contextualizando os riscos de entregas sem governança

Já paramos para pensar quais são os riscos de priorizarmos apenas uma entrega sob pressão, sem o devido acompanhamento de documentação e de governança? É sobre isso que vamos falar aqui: o caos de um dashboard (painel) sem a devida governança de dados e sem o acompanhamento adequado.

A ânsia por entregar, a pressão do dia a dia e a necessidade de mostrar números, às vezes, atropelam todo o contexto por trás. Precisamos compreender qual é a base utilizada, se usamos os arquivos corretos, se recorremos aos elementos do sistema adequados e se temos as permissões de acesso para obter esses dados. Em muitos casos, estamos em um projeto com prazo de entrega, mas não se identificou desde o início que seria necessário acesso a determinado sistema para buscar informações ou abrir uma solicitação.

Em algumas empresas, há inclusive um item chamado G-MUDE, que é a gestão de mudanças. Nesse comitê, com pessoas de várias áreas da empresa, identificam-se quais são os acessos correspondentes e quais projetos entrarão na documentação e serão aprovados ou não.

Muitas vezes pensamos no dashboard (painel), no gráfico atraente, de forma generalizada. No entanto, é importante nos aprofundarmos em todas as necessidades envolvidas nesse processo.

Evidenciando impactos da urgência e das regras de negócio

Quando surge a urgência, se não houver um acompanhamento, podemos gerar falta de credibilidade devido à ausência de padronização das informações extraídas de uma base, ou até apresentar dados sobre os quais não temos certeza se estão corretos. Além disso, precisamos garantir que as regras que vamos utilizar estejam de acordo com as regras de negócio da empresa.

Vamos a um exemplo: imaginemos que precisamos calcular a receita ou a totalização de vendas no trimestre, ou na última campanha de marketing (marketing) realizada pela empresa. Nesse cálculo, podemos ter clientes que solicitaram cancelamento e já estão em processo de reembolso. Qual é a regra de negócio da empresa? Vamos entregar apenas o número bruto, o total de vendas, ou o total de vendas descartando as pessoas que solicitaram reembolso ou cancelamento dessa venda, desse produto?

Articulando papéis e internalizando a governança

Por isso, é fundamental que todos os papéis trabalhem em conjunto: o profissional de Business Intelligence (Inteligência de Negócios), o profissional de dados, o profissional de governança e o profissional de negócios, com a governança atuando de forma integral e nos acompanhando.

Então, Viviane, talvez não haja uma equipe de governança na empresa, mas é importante que nós, como profissionais de Business Intelligence (Inteligência de Negócios) ou de negócios, internalizemos todo o papel da governança de ponta a ponta.

Prevenindo retrabalho por falta de documentação e comunicação

Em alguns casos, quando não temos documentação dos projetos em andamento na empresa, ou não temos conhecimento sobre esses projetos, pode ocorrer de duas áreas ou departamentos diferentes criarem um painel, um relatório de visualização ou uma análise para os mesmos cenários, mas apresentando valores diferentes no resultado final.

Nessa situação, tratamos de retrabalho: duas equipes atuando na investigação e na análise consultiva do mesmo projeto ou do mesmo nicho. Por algum motivo, uma delas pode ter falhado na análise ou na busca das bases iniciais para realizá-la.

Com isso, dedicamos horas ao desenvolvimento de trabalho manual, o que compromete a credibilidade dos dados, a integridade dos dados e a exatidão das informações.

Assim, podemos ter uma equipe que segue trabalhando com planilhas e outra que continua desenvolvendo painéis e dashboards (painéis). Se ambas não se comunicam, cada uma realiza as atividades à sua maneira. Viviane, os números finais podem coincidir. Ainda assim, há retrabalho.

Assegurando integridade, confiabilidade e privacidade dos dados

Por isso, é fundamental promover a comunicação interna e garantir que a documentação interna seja realizada com todas as partes envolvidas. Estamos falando diretamente de itens de grande importância: a integridade dos dados, sua origem, se estão íntegros ou se foram mascarados ou maquiados manualmente para gerar um resultado mais abreviado e resumido, o que pode colocar em risco a alteração desse valor, a alteração desse número ou de um dado relevante, mesmo que a pessoa que o desenvolveu não tenha tido essa intenção.

Falamos também de confiabilidade. Quando tudo está documentado e conseguimos identificar claramente o que saiu de cada lugar, ou cada parte do quebra-cabeça, conseguimos identificar o nível de confiança, que aumenta nos valores apresentados.

Além disso, tratamos de privacidade de dados: como é feito o tratamento e o manejo, não apenas do início ao fim do projeto, da pessoa A até a pessoa B, mas também por outras pessoas envolvidas. Se contamos com pessoas consultoras externas, pessoas fornecedoras etc., como garantimos a privacidade dessas informações? Muitas vezes, esses dados podem ser sensíveis ou expor um cliente, a reputação da empresa ou o nível estratégico.

Todos esses são fatores que todas as pessoas da organização devem internalizar: quão íntegros são os dados? Se fizermos uma engenharia reversa, conseguimos identificar todas as partes do processo? Se alguém nos questionar sobre algum valor, algum número identificado ou alguma análise, temos essa informação de forma clara? E, quanto à proteção dos dados, estamos garantindo que permaneçam armazenados e sejam tratados apenas pelas pessoas envolvidas, sem vazamento de qualquer tipo de informação?

Concluindo com reflexões e próximos passos

Essas são algumas reflexões que nós, pessoas profissionais de governança atuando na área de Business Intelligence (inteligência de negócios), devemos ter e também transmitir às pessoas envolvidas.

Eu espero você no próximo vídeo para continuarmos nosso aprendizado.

Sobre o curso Governança de Dados: Governança e Business Intelligence

O curso Governança de Dados: Governança e Business Intelligence possui 305 minutos de vídeos, em um total de 60 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Governança e Qualidade de Dados em Dados, ou leia nossos artigos de Dados.

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