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Governança de dados: Carreiras em governança de dados

O paradoxo da produtividade e o erro da execução - Apresentação

Apresentando a instrutora e contextualizando a experiência

Olá! Meu nome é Denise da Silva Pimentel e estou aqui hoje para acompanhar vocês em uma longa jornada em nosso curso Governança de dados: Carreiras em governança de dados. Antes, eu vou me apresentar brevemente.

Trabalho como gerente de Governança e Qualidade de Dados em uma empresa global, liderando uma equipe de alto desempenho e multidisciplinar. A Equifax está presente em mais de 20 países e, atualmente, lidero essa equipe em um contexto global, em um dos maiores projetos de migração de dados da América Latina.

Tenho mais de 10 anos de experiência na área de Dados e Tecnologia e quero compartilhar com vocês diversas experiências que obtive na minha trajetória profissional, tanto no contexto do Brasil quanto nos aprendizados com equipes globais de outros países, que possuem culturas e legislações diferentes.

Com base em tudo isso, nós observamos alguns padrões de comportamento muito ligados ao ser humano.

Realizando audiodescrição

Por motivos de acessibilidade, vou fazer minha autodescrição.

Audiodescrição: Iniciada, porém o conteúdo descritivo não está presente na transcrição fornecida.

Audiodescrição: Sou uma mulher branca, com o cabelo preso, visto uma camisa branca e uma camisa preta; atrás de mim há uma estante com alguns objetos, e estou no estúdio da Alura.

Apresentando os temas e objetivos do curso

Neste curso, veremos alguns temas muito importantes para aplicar no nosso dia a dia, além de questões sobre nossa forma de pensar. Abordaremos conceitos como o paradoxo da produtividade, o erro de execução, o custo do silêncio, o silêncio das perguntas não formuladas e casos reais de descoberta de dados e de qualidade de dados.

Apresentaremos percepções que complementam tanto a visão teórica quanto a compreensão de como erros podem escalar na prática. Também veremos como desbloquear nossa carreira para sair da execução e avançar para um nível estratégico.

Com isso, vamos compartilhar comportamentos que devemos aplicar no nosso cotidiano e mostrar como dar o passo para essa mudança de mentalidade. Começaremos a atuar gradualmente no nosso dia a dia por meio de um quadro de decisão que apoiará toda a parte estratégica dessa mudança de mentalidade que trabalharemos ao longo do curso.

Conto com vocês e espero que aproveitem o curso. Nos vemos na nossa aula.

O paradoxo da produtividade e o erro da execução - Por que você não evolui

Apresentando os paradoxos de produtividade e execução

Olá, pessoal.

Hoje vamos falar sobre o paradoxo da produtividade e o paradoxo da execução. Em resumo, nesta aula vamos abordar como uma boa pessoa profissional consegue se destravar para avançar ao próximo nível. Trataremos um tema muito importante no mercado: existem grandes mitos que vamos apresentar e desmistificar, e seguiremos juntos nesse processo.

Desmistificando a crença do volume como crescimento

Existe uma crença de mercado muito comum: a maioria das pessoas profissionais associa que, quanto mais entrega, mais rápido vai crescer. Isso é verdade até certo ponto. No entanto, chega um momento na carreira em que apenas essa habilidade não nos leva ao próximo nível.

Essa crença se reforça porque há profissionais que fazem grandes entregas, com alto volume, mas cujas entregas não têm valor para o negócio, não possuem relevância para a empresa; são entregas totalmente operacionais. A ideia de que, sempre que trabalhamos mais, estamos apagando incêndios e sobrecarregados de tarefas no dia a dia, significa que estamos produzindo. Produtividade é muito diferente de movimento: podemos produzir muito e, ainda assim, não avançar.

Comparando volume e impacto nas entregas

Temos um exemplo ilustrativo. Nesta apresentação, trouxemos dois perfis: o profissional A e o profissional B. No exemplo, o profissional A faz, em média, 20 entregas por semana, um volume altíssimo. Já o profissional B realiza apenas cinco entregas. Sob uma ótica externa, ao comparar esses dois profissionais, a impressão inicial pode ser: se formos promover alguém hoje, seria o profissional A, porque entrega mais; o profissional B entrega menos.

Entretanto, ao analisarmos a relevância e a consistência das entregas, observamos que o profissional B, apesar de entregar menos, conseguiu apoiar a empresa na tomada de decisões estratégicas. Por exemplo, as entregas dessa pessoa profissional geraram lucro de milhões para a empresa ou evitaram prejuízo de milhões. Evitaram também que a empresa corresse risco de imagem, entre outras contribuições que auxiliaram na tomada de decisões e no direcionamento estratégico.

A grande lição é que impacto e volume não são a mesma coisa. Podemos ter profissionais que entregam em alto volume, mas cujo impacto estratégico para a companhia não tem a mesma relevância de quem entrega menos, porém com entregas totalmente relevantes.

Explicando a armadilha técnica no paradoxo da execução

Agora, vamos aprofundar um ponto com o apoio de um gráfico: o paradoxo da execução. Existe uma armadilha muito conhecida, a armadilha técnica. Há também a frase: “Boas pessoas trabalhadoras são recompensadas com mais trabalho”. Esse gráfico ilustra exatamente isso. Quando temos uma boa pessoa profissional técnica, que está sempre resolvendo problemas, recebe uma demanda, resolve, segue 100% as diretrizes do que foi solicitado e está sempre entregando, essa pessoa profissional constrói dentro da companhia uma relação de confiança com as outras pessoas.

Essa relação de confiança condiciona a quantidade de atividades que esse profissional vai realizar, porque, quanto mais confiamos em um profissional — aquela pessoa que executa rapidamente —, mais essa pessoa começa a ter uma carga operacional muito alta, pois é conhecida na empresa como quem resolve problemas. Entretanto, resolver problemas não significa, necessariamente, resolver a causa raiz desses problemas. Existe uma diferença significativa entre resolver um problema e resolver sua causa raiz. Quando temos uma carga operacional muito grande, ficamos sem tempo para pensar no lado estratégico. Essa é uma armadilha muito forte na esfera técnica, pela qual muitos profissionais acabam passando.

Identificando o excesso operacional no dia a dia

Como identificamos se estamos com esse excesso operacional? A seguir, trazemos alguns pontos muito comuns no nosso dia a dia:

Se esses sintomas aparecem na nossa rotina de trabalho, estamos em excesso operacional. Mas não precisamos nos preocupar: durante as aulas, vamos falar detalhadamente sobre como sair desse nível, avançar para o próximo e promover mudanças graduais para resolver essas questões.

Relacionando a prática técnica à harmonia estratégica

Existe uma analogia que apreciamos muito: a do instrumento musical. Quando começamos a aprender um instrumento, basicamente não sabemos bem o que estamos fazendo; não refletimos sobre o que estamos fazendo e trabalhamos em um processo muito repetitivo. Repetimos o tempo todo, registramos no cérebro que precisamos posicionar o instrumento de determinada maneira, que devemos colocar o dedo na corda de tal forma; trabalhamos intensamente em repetição. Contudo, esse processo repetitivo chega a um ponto em que conseguimos tocar apenas desse jeito, mas não entendemos a música.

Entender a música ocorre quando passamos a compreender a harmonia e trazemos sentimento para a execução. E o que é o sentimento? Se estamos tocando uma canção alegre, precisamos tocá-la com alegria. Se vamos tocar uma canção mais triste, precisamos tocá-la com sentimento de tristeza. Existem muitas diferenças relacionadas à harmonia: no início, quando começamos a aprender, repetimos o que está sendo tocado e dito. Quando passamos a entender a harmonia, começamos a fazer nossas próprias adaptações, trazemos uma nova visão daquela música e até a adequamos ao nosso modo.

Na nossa área de dados, isso não é diferente. Inicialmente, trabalhamos em um processo de execução que é, basicamente, uma repetição contínua. A partir de certo ponto, porém, precisamos combinar novas habilidades para mudar de nível. É quando passamos a incluir novos elementos para trazer a prática de harmonia e de estratégia para nossa rotina, no nosso dia a dia.

Neste vídeo, vimos o paradoxo da execução e como profissionais com alta competência técnica acabam caindo em uma armadilha profissional. No próximo vídeo, vamos falar sobre a construção da base — a base que nos fez chegar ao nível em que estamos hoje. Nos vemos lá!

O paradoxo da produtividade e o erro da execução - O erro invisível

Apresentando a importância do esforço

Olá, pessoal. No vídeo de hoje, vamos falar sobre a importância do esforço na construção da base profissional.

O esforço nos ajuda em toda a construção do início da carreira e sempre será a base dela, independentemente do nível em que nos encontramos, tanto em termos de cargo quanto de maturidade. Nenhuma carreira se sustenta sem esforço. Esforço é a combinação de cumprir prazos, dedicarmo-nos e mantermo-nos sempre dispostos a resolver problemas. Isso continuará sendo a base de tudo.

Explicando a transição do esforço na carreira

A diferença é que, conforme avançamos nos níveis profissionais, o esforço passa a ser um pré-requisito e deixa de ser um diferencial. No início da carreira, quando começamos na profissão, queremos ser excelentes na execução. Esforçamo-nos para gerar entregas. Entregamos de forma consistente. Isso é esforço. Nesse começo, ele é um diferencial. Se observarmos uma pessoa que está ingressando no mercado, quem demonstra esforço sempre terá destaque em relação às demais na mesma posição.

Entretanto, chega um momento em que apenas o esforço já não é suficiente para alcançar o próximo nível. Precisamos incluir novas habilidades. A combinação dessas novas habilidades com o esforço é o que nos permite mudar o jogo.

Integrando esforço e visão de contexto

Passamos a unificar visões diferentes com o esforço do dia a dia. Por exemplo, ao realizarmos uma entrega, precisamos compreender o contexto, ter uma visão clara e utilizar essas informações para apoiar a tomada de decisões.

Assim, no final do dia, o esforço sempre será essencial e continuará sendo a base de tudo.

Questionando a execução automática e validando o contexto

Temos um comportamento muito comum e automático no ser humano: quando chega uma demanda, a reação automática é executar. Contudo, nesse momento deixamos de realizar validações essenciais para que a entrega não seja apenas tecnicamente perfeita, mas também atenda a uma necessidade do negócio. Profissionais que agem assim não estão errados; é algo normal e automático. Entretanto, precisamos cada vez mais avaliar o contexto para transformar esse comportamento automático em outra postura: ao receber uma demanda, precisamos avaliar o contexto e validar por que essa demanda surgiu. Vamos abordar esse tema mais adiante.

Seguindo essa linha, há uma questão relacionada à premissa. Para quem não sabe, o que é uma premissa? Uma premissa é tudo aquilo que assumimos como verdade sem realizar uma validação; entendemos como verdade, mas não validamos em lugar algum. Isso é um grande problema porque, na área de dados, se mantivermos premissas não validadas, isso se transforma em um volume de desenvolvimento gigantesco.

Concluindo com reforço sobre premissas e próximos passos

Utilizamos a analogia da pergunta: se respondemos a uma pergunta que ainda não foi completamente formulada, a probabilidade de respondê-la de forma incorreta é muito alta. Portanto, na área de dados, manter as premissas validadas é um dos pontos mais importantes de todo o nosso trabalho.

Neste vídeo, entendemos a importância do esforço na construção da base da carreira profissional, o que é uma premissa e a relevância de manter premissas validadas na área de dados. No próximo vídeo, nós vamos compreender aspectos humanos relacionados ao comportamento de execução automática e como introduzir mudanças de mentalidade nesse sentido.

Sobre o curso Governança de dados: Carreiras em governança de dados

O curso Governança de dados: Carreiras em governança de dados possui 116 minutos de vídeos, em um total de 36 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Governança e Qualidade de Dados em Dados, ou leia nossos artigos de Dados.

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