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Cultura de IA: transformar adoção individual em prática coletiva

Cultura de Equipe e o papel do líder na era da IA - Apresentação

Apresentando o curso e objetivos iniciais

Olá, seja bem-vinde a mais um curso da Alura.

Nesta trilha de aprendizagem, nós vamos estudar a aplicação de uma cultura de inteligência artificial (IA) na equipe, explorando como migrar de uma adoção individual por parte de algumas pessoas colaboradoras para uma prática coletiva, na qual as pessoas lideradas e todas as equipes incluam, de fato, as ferramentas de IA como apoio ao trabalho no dia a dia.

O que vamos aprender neste curso? Nós, enquanto pessoas líderes, vamos identificar, nomear e transformar os padrões de adoção até então ocultos da IA na equipe, convertendo-os em aprendizagem coletiva.

Definindo o público e o foco da trilha

Este curso é voltado a pessoas líderes de tecnologia, de produtos ou de qualquer outra área que já tenham utilizado IA, ainda que, muitas vezes, sem perceber. Nosso objetivo é sair desse movimento oculto, tornar as práticas explícitas e extrair o melhor das ferramentas de IA.

Esse tema se encaixa na trilha de carreira de liderança na era da inteligência artificial. Nós vamos focar no comportamento humano e na construção de uma cultura de time.

Apresentando o instrutor e contextualizando o módulo

Eu sou o Paulo Lisboa, atuo como Head de Produtos, tenho mais de 13 anos de experiência em tecnologia, já trabalhei com meios de pagamento, bancos, wellness (bem-estar), entre outros segmentos, e tenho ajudado equipes a implementar boas práticas de IA para extrair os melhores resultados dessas ferramentas.

Estamos na trilha de liderança em inteligência artificial. No módulo anterior, vimos os fundamentos de IA para lideranças e tomada de decisão com inteligência artificial. Neste módulo, estudaremos cultura de IA e como aplicá-la em nossas equipes.

Delimitando o escopo e estruturando o curso

Ponto importante: este curso não trata de ferramentas de IA propriamente ditas, guias de prompts (instruções), outras técnicas ou da tecnologia em si. Juntos, estudaremos o comportamento humano de lideranças e pessoas lideradas, com base em pesquisas de adoção de IA em equipes, fundamentadas pelo modelo de segurança psicológica de M. Edmondson. Também construiremos casos reais de liderança aplicada, sempre relacionados à inteligência artificial.

Ao longo do curso, assistiremos a cinco aulas compostas por vinte vídeos, com conteúdo totalmente aplicado à realidade das equipes. Teremos um projeto prático com o objetivo de sairmos de práticas ocultas de aplicação de IA nas equipes e um plano, um roteiro de 30 dias para, ao final do curso, começarmos a implementar nas equipes.

Estabelecendo objetivos e convidando à jornada

Os objetivos do módulo são:

Esperamos altas expectativas. Vamos juntos nessa!

Cultura de Equipe e o papel do líder na era da IA - A lacuna que o seu time já vive

Apresentando a lacuna entre discurso e prática

Nesta Aula 1, vamos discutir a lacuna que muitas equipes vivenciam. Muitas vezes percebemos um silêncio em algumas reuniões. Quando abordamos o tema inteligência artificial, esse silêncio pode dizer muito sobre a adoção de IA nas equipes. É sobre esse tema que nós vamos conversar.

Na última reunião da nossa squad (equipe), quantas pessoas comentaram abertamente o que testaram com inteligência artificial nesta semana? Se a resposta foi uma pessoa, duas pessoas ou, talvez, ninguém tenha tocado nesse assunto, vale acompanhar esta aula até o final.

Um cenário recorrente é a equipe afirmar: “a inteligência artificial é para todo mundo experimentar livremente aqui”. Porém, na prática, apenas duas, três ou até mesmo uma pessoa utiliza a inteligência artificial. O restante do time utiliza, mas permanece em silêncio.

Essa distância entre o discurso e o comportamento real das equipes é o ponto de partida para esta aula. A maturidade técnica não é a mesma coisa que a abertura cultural.

Observando a adoção técnica e o silêncio cultural

O que isso significa na prática? Nós, enquanto liderança, talvez já tenhamos contratado algumas ferramentas para a equipe, como serviços de cloud (nuvem), ChatGPT, Copilot, entre outras possibilidades.

O que percebemos é que, embora ninguém toque no assunto da utilização de inteligência artificial, ao analisar os gráficos identificamos várias pessoas utilizando IA no dia a dia; ainda assim, ninguém comenta. Permanece o silêncio na sala ou durante a reunião.

Mesmo assim, identificamos alta adoção técnica, porém sem abertura cultural. Nosso papel, enquanto liderança, é facilitar esse fluxo de conversas no que diz respeito à adoção das ferramentas.

Contrapondo formalização e silêncio em reuniões

Esse padrão se repete em times avançados e iniciantes. Squads de engenharia, por exemplo, têm alguns prompts (instruções) já documentados, boas práticas registradas em seus documentos e o chamado pipeline (fluxo de processamento) documentado.

Além disso, há métricas ligadas à inteligência artificial nos OKRs (objetivos e resultados-chave). Assim, a produtividade com IA faz parte das metas formais do trimestre.

Silêncio em reunião.

Embora existam documentações sobre a utilização de inteligência artificial (IA), existe um incentivo nosso, enquanto liderança, e do restante da empresa. No entanto, sempre que alguém aborda publicamente o assunto, as pessoas evitam falar. Observamos um descompasso entre a maturidade técnica e a abertura cultural; são, de fato, duas dimensões diferentes dentro da equipe.

Diferenciando cultura declarada e cultura praticada

O que está acontecendo efetivamente? Existe uma cultura declarada e incentivada pela empresa de que podemos utilizar e experimentar livremente a IA. Porém, a cultura praticada é que apenas nós, enquanto liderança, comentamos sobre esse tema. Isso gera um ponto de alerta.

Essa distância entre a cultura declarada — o que o time diz que valoriza — e a cultura praticada — o padrão real de comportamento observável — é uma responsabilidade nossa, enquanto liderança. Precisamos agir sobre esse tema.

Identificando normas invisíveis e encaminhando próximos passos

Existem normas invisíveis. Por exemplo, profissionais mais seniores expressam ideias como: “aqui nós somos seniores; não precisamos de IA para resolver esse tipo de situação”. Ninguém disse abertamente essa frase na reunião, mas percebemos esse padrão de comportamento. Justamente por isso as chamamos de normas invisíveis: aquilo que é reforçado coletivamente e que efetivamente influencia o comportamento de outras pessoas. Precisamos estar atentas e atentos a tudo isso.

Existem outras normas também. Talvez a preocupação de uma pessoa liderada seja: “se admitirmos que estamos utilizando IA no dia a dia, pode parecer que estamos terceirizando nosso raciocínio”. Isso constrói um paradoxo: o time valoriza a inovação e a experimentação, mas, ao mesmo tempo, pode punir quem admite utilizar essas ferramentas no cotidiano. Esse cenário pode fazer com que pessoas que poderiam incentivar a utilização por outras pessoas acabem minando a adoção de IA.

Isso pode aparecer em algumas squads (equipes) que se denominam Data Driven (orientadas a dados) e orientadas à experimentação, mas que, nos bastidores, acabam influenciando negativamente qualquer pessoa que adote ou que assuma adotar ferramentas de IA.

Na próxima aula, nós falaremos sobre o fenômeno chamado Secret Cyborg (Ciborgue Secreto), que é a adoção invisível de ferramentas de IA. Esse fenômeno tem acontecido em diversas empresas e será o foco da nossa discussão a seguir.

Cultura de Equipe e o papel do líder na era da IA - Como a cultura trava ou acelera

Apresentando o tema e a pergunta central

Olá, nesta aula vamos estudar como a cultura do time pode acelerar ou travar a utilização de IA no dia a dia das pessoas lideradas, quais sinais podemos observar e o que eles revelam sobre a cultura da equipe.

A pergunta que não quer calar é: a cultura do time está acelerando ou travando a utilização de IA no dia a dia da empresa? As respostas para essa pergunta raramente são fáceis de perceber; são, em parte, intuitivas, e nós vamos estudar alguns desses sinais.

Reconhecendo sinais de travas e aceleração

Três sinais de que a cultura trava a adoção da inteligência artificial:

Existem três sinais que comprovam que a cultura do time, ao contrário, acelera a adoção da inteligência artificial. Um deles é a abertura genuína: as pessoas da equipe costumam conversar de maneira aberta, sincera e franca sobre quais são as ferramentas que utilizam, o que têm feito no dia a dia, o que tem gerado bons resultados e o que não tem. Assim, o aprendizado passa a ser coletivo.

O compartilhamento ativo promove um movimento de curiosidade coletiva. Os próprios liderados, os membros da equipe, passam a se apoiar e não competir em relação ao uso das melhores ferramentas e práticas de inteligência artificial. Na sua equipe, quais sinais têm sido observados? Para onde esses sinais podem levar?

Explorando o efeito secret cyborg e diagnosticando a equipe

Se identificamos que existe uma cultura que bloqueia a adoção — isto é, o uso da IA não tem visibilidade —, isso pode fomentar o efeito chamado de secret cyborg (ciborgue secreto). O uso coletivo e o compartilhamento sobre o tema tornam-se praticamente restritos; ninguém aborda o assunto. É exatamente sobre esse tema que nós vamos falar na próxima aula.

Aqui, nós vamos realizar uma atividade prática: um autodiagnóstico da sua equipe. No passo 1, vamos considerar as últimas duas semanas de convívio com a equipe: o que identificamos? Com honestidade, quais sinais observamos? Sinais de aceleração ou sinais de trava? O objetivo é guardar todas essas respostas para apresentar e construir o plano de ação.

Recapitulando a aula e encerrando

Recapitulando o que vimos na Aula 1: a distância entre a cultura declarada e a cultura de fato praticada pode fazer com que equipes maduras adotem ou fujam da aplicação da inteligência artificial. Vimos também o papel da liderança como arquiteta das normas esperadas para a equipe; saímos de um movimento de entrega apenas de resultados e passamos a construir cultura. Por fim, discutimos a decisão sobre cultura: passamos a observar abertamente quem está utilizando ou não a inteligência artificial e como recompensar os melhores resultados.

Eu espero que você tenha gostado dessa primeira aula e vamos juntos para os próximos aprendizados.

Sobre o curso Cultura de IA: transformar adoção individual em prática coletiva

O curso Cultura de IA: transformar adoção individual em prática coletiva possui 97 minutos de vídeos, em um total de 43 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de Liderança em Gestão & Negócios, ou leia nossos artigos de Gestão & Negócios.

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