Boas-vindas a mais um curso de Claude Cowork aqui na Alura! Eu sou o Ricardo Bugan e vou ser o seu instrutor neste curso.
Audiodescrição: Ricardo é um homem de pele clara, com cabelo curto castanho e olhos castanhos. Ele veste uma camisa azul e está em um ambiente de escritório com uma parede clara ao fundo.
Neste curso, vamos continuar a nossa exploração do Claude. Já fizemos o projeto do OKR Marketplace e começamos o projeto do gestor de projetos. Agora vamos continuar organizando e criando esse gestor, melhorando as habilidades dele.
No curso anterior, vimos as habilidades básicas: como organizar os arquivos, como o assistente nos ajuda a organizar informações de vários projetos separados e quais gatilhos podemos ter para que, quando algo acontecer, ele dispare uma validação, por exemplo.
Depois de fazer alguns trabalhos com o assistente, percebemos que o nosso gestor de projetos já tem vários projetos em paralelo. Fomos reunindo mais informações e mais times para organizar como liderança, e agora temos vários projetos para acompanhar. Com isso, precisamos de algumas habilidades a mais. Observamos que o assistente começa a se confundir, misturando projetos e demorando para realizar tarefas por causa de um fluxo de trabalho que não é o ideal.
A ideia deste curso é melhorar isso, trazendo os agentes para o projeto e para o assistente, para conseguirmos fazer as coisas em paralelo e acelerar o nosso fluxo de trabalho.
Também vamos ver em mais detalhe a janela de contexto: o que ela é, como é formada, qual problema traz e como o LLM lembra ou esquece o que passamos para ele.
Além disso, teremos uma parte de otimização, em que vamos fazer uma análise de dados com o próprio Claude e ver técnicas para ganhar maturidade e não gastar tantos tokens nesse tipo de análise.
Há uma série de assuntos neste curso, que é uma continuação do curso anterior sobre o gestor de projetos. Esperamos você para melhorarmos ainda mais o nosso assistente!
Neste curso, vamos continuar com o gestor de projetos. Já montamos a primeira infraestrutura dele e definimos como queríamos organizar os projetos e as informações que tínhamos. Ele já está funcionando como um assistente para nós.
Esperamos que você também tenha montado um gestor de projetos para os seus projetos e para o controle da sua equipe, para entender melhor ou ter acesso mais fácil às informações de cada projeto em que está trabalhando. Nesse caso, você deve ter algo parecido com isso em termos de interações.
Por exemplo, temos um projeto de interface de usuário: chamamos o assistente e perguntamos como está esse projeto. Depois, pegamos o projeto de BI e perguntamos como está. Há também a migração para a cloud, sobre a qual conversamos com ele, e um projeto de onboarding de usuários em que estamos trabalhando. Assim, temos várias conversas com ele, perguntando como está cada projeto, ou podemos ter uma conversa por dia, organizando o nosso trabalho com ele nessa conversa diária.
Você deve ter algum fluxo parecido com esse: vamos chamando, criando e organizando. Se reparar, neste curso já temos mais projetos criados. Conforme você for usando, é com essa cara que ele vai ficar.
Temos o CRM de integração, a análise de dados do BI, a interface dos assinantes, o projeto de login OAuth que já estávamos fazendo, a migração para a cloud e o onboarding de usuários. São projetos que fomos criando e com os quais o assistente já está nos ajudando a organizar as informações.
Depois de trazer e organizar esses projetos e começar a usar o assistente, ganhamos mais confiança. Já sabemos em que ele atua melhor, podemos mudar as skills e criar as que sentimos falta. Vamos construindo com ele um fluxo de trabalho que nos ajuda na mudança de contexto. Como liderança, com vários projetos sendo tocados em paralelo, temos várias pessoas a quem nos reportar e muitos assuntos em paralelo. Esse gestor de projetos, que é o nosso assistente, nos ajuda a organizar essas informações.
O ponto deste curso é como tirar o assistente do papel de apenas organizador de informações. Ele continua sendo isso, mas queremos que ele nos ajude um pouco mais na tomada de decisão, e também melhorar esse aspecto da organização de informações. Conforme os projetos acontecem, a pasta fica cada vez mais cheia, e a chance de ele confundir um projeto com outro é grande, ainda mais se os projetos tiverem nomes ou temas parecidos.
Como trocamos muito de contexto enquanto liderança, precisamos de um assistente que seja preciso nas informações que nos dá. Então, quais cuidados precisamos ter ao organizar com ele para que não perca essa exatidão e seja de fato útil no nosso trabalho? Além disso, temos muita troca de contexto, falando de vários assuntos em paralelo. Enquanto liderança, precisamos de uma maneira de tocar várias coisas em paralelo também com o nosso assistente.
Hoje temos um fluxo de trabalho em que sempre dependemos da resposta: abrimos um chat, pedimos algo, esperamos a resposta, abrimos outro chat de outro projeto e esperamos a resposta de novo. Mas, se tivermos um volume grande de ações que queremos que ele faça, como disparamos tudo isso de uma vez?
São várias questões que começam a surgir quando já estamos usando mais a infraestrutura que montamos nos cursos. No primeiro curso, fizemos a infraestrutura para cuidar de metas e OKR, basicamente como um gestor de informações. No gestor de projetos, criamos primeiro um gestor de informações, que nos ajuda com lembretes, a discutir e a tomar decisões, mas a decisão ainda está muito nas nossas mãos. Agora que temos um pouco mais de confiança em como ele está trabalhando, queremos passar isso para ele.
A primeira dor que vamos tratar é o fluxo de trabalho, porque o fluxo atual não nos libera tanto tempo quanto achamos. Às vezes temos tarefas complicadas, em que o assistente fica muito tempo trabalhando, e queremos fazer muitas em paralelo. Vamos ver como resolver essa organização do contexto, enquanto liderança e gestão de projetos, para melhorar o nosso fluxo de trabalho com o assistente no Claude Cowork.
Essa foi a retomada de onde estávamos e de onde vamos começar. Se você não viu o curso anterior, vale conferir o que fizemos: como organizamos as informações, como criamos as habilidades e o que fizemos para chegar até aqui.
A diferença neste curso é que, na pasta do assistente, temos mais pastas simulando projetos que tocamos em paralelo. Vamos começar já com alguns projetos iniciados e uma base de informações mais cheia. Vamos trabalhar com o nosso Claude e ver quais alterações precisamos fazer e como elas impactam o funcionamento dele em relação ao que fizemos no curso anterior.
Temos trabalhado com o Claude em um fluxo com uma conversa única, principalmente enquanto montamos a infraestrutura dele. Mas, quando já estamos nos projetos, é normal ter uma conversa por projeto ou uma conversa por dia, em que pedimos ajuda com os projetos em andamento. Para cada uma dessas conversas, ou sessões, como ele chama, temos um fluxo.
O nosso jeito padrão de trabalhar é: iniciamos a conversa com o assistente, pedimos alguma coisa e esperamos o resultado da tarefa. Depois, pedimos uma nova ação ou uma correção na mesma conversa, esperamos o resultado, pedimos outra tarefa e assim por diante. Esse é o fluxo que usamos até agora, e é o jeito natural de trabalhar com ele, porque a ferramenta é muito direcionada para isso.
Abrimos uma conversa e saímos conversando: pedimos uma coisa, esperamos ele fazer, pedimos outra, esperamos a resposta. Algumas tarefas ele faz muito rápido e outras demoram mais. Há ainda casos em que ele pede permissão e precisamos validar o que está fazendo.
Esse fluxo acaba nos travando, porque há muito tempo de espera entre fazer um pedido e ter uma resposta. Fazemos um pedido e temos a resposta, analisamos, fazemos um novo pedido e temos outra resposta. É um jeito que pode demorar e ser maçante, dependendo de quanto ele está errando e de quanto precisamos corrigi-lo.
Às vezes dá a sensação de que o trabalho não está evoluindo. Isso pode acontecer porque talvez haja uma configuração, um arquivo de contexto, algo que está ficando de lado e que ele não está levando em consideração ao montar as respostas. Ou porque a tarefa é muito lenta: pedimos algo e ele demora tanto que vamos pegar uma água, fazemos uma reunião, falamos com outras pessoas e, quando voltamos, aquilo está feito.
Isso não é necessariamente um problema. Se temos um dia cheio de reuniões e precisamos fazer algumas tarefas em paralelo, deixamos o assistente trabalhando enquanto tocamos as reuniões. Mas, às vezes, queremos resolver algo rápido: estamos na frente do computador, sem reunião e sem ninguém para atrapalhar, focados em uma tarefa que vamos fazer junto com o Claude. Aí esse fluxo começa a engasgar, porque sentimos que as coisas não evoluem e ficamos de braços cruzados esperando, ou arrumando um arquivo ou outro, enquanto a tarefa demora.
Esse fluxo é pouco eficiente comparado ao que ele pode ser com o Claude. Usar uma ferramenta de IA já traz um nível de automação e eficiência, porque podemos deixá-la processando e realizando coisas no nosso lugar enquanto cuidamos de outras. Já há um ganho de eficiência mesmo com esse fluxo, mas podemos tentar eliminar, ou pelo menos diminuir, esse tempo de espera para que as coisas evoluam mais rápido.
Uma das ideias para reduzir o tempo de espera é o que mostramos antes. Temos uma primeira conversa sobre o onboarding, o projeto de reformulação do fluxo de entrada de clientes. Uma segunda conversa discute a migração para a cloud e pede que ele organize esse projeto. Uma terceira trata de um BI de dados que precisamos tratar e organizar. Esse é um jeito de paralelizar: temos três projetos diferentes, com conversas distintas, tocando as coisas em paralelo.
Ainda assim, dentro de um desses projetos pode haver uma tarefa grande. Digamos que estamos focados no projeto de onboarding porque ele é prioridade. Precisamos dar um reporte para outras áreas, decidir o que é prioridade, analisar os riscos e fazer uma série de outras coisas. Poderíamos abrir várias conversas sobre o mesmo projeto para analisar cada aspecto, alternando entre elas, pegando o contexto, lendo as respostas e montando esse quebra-cabeça nós mesmos. Isso pode funcionar e é uma abordagem válida.
O problema é que, se quisermos fazer tudo isso em paralelo, temos reuniões e pessoas nos chamando, porque precisamos resolver outras coisas no dia a dia. Como liderança, também temos pessoas do time que dependem da nossa resposta e que precisamos direcionar. Então talvez esse não seja um fluxo viável, porque ainda teremos muitas pausas. E, como somos nós que montamos o quebra-cabeça, juntando as informações de risco, dos stakeholders e das últimas reuniões, se houver muita interrupção podemos perder o contexto e ter que recomeçar.
Esse fluxo já melhora a eficiência, porque trata cada conversa e sessão como um contexto. Mesmo falando do mesmo projeto, separamos vários aspectos diferentes dele. Isso nos ajuda a paralelizar e também ajuda o Claude a não alucinar. Lembra da janela de contexto que comentamos? Toda LLM, não só o Claude, tem uma quantidade de informação que consegue guardar na memória. Dependendo de quanto já usamos dessa janela, ela começa a esquecer coisas ou deixar coisas importantes de lado, e aí pode alucinar. Separar os contextos em conversas já ajuda a evitar isso.
Mesmo assim, podemos ter várias conversas em paralelo, todas demorando, com muitos dados e informações para processar, e acabamos frustrados com a demora da resposta. Existe uma solução para isso.
Imagine que queremos analisar o estado de um projeto ou, ainda, de todos os projetos guardados no nosso gestor de projetos, sem fazer um por vez. Imagine o início da semana, uma segunda-feira: em qual projeto estávamos? Depois de uma semana, conseguimos lembrar, mas digamos que voltamos de um mês de férias. Queremos verificar todos os projetos do repositório do nosso assistente e que ele nos dê um resumo. Queremos verificar os objetivos de cada stakeholder, porque ficamos um mês fora e queremos lembrar o que era importante para cada um.
Também queremos monitorar os riscos: quais eram os riscos dos projetos, o que estávamos pedindo, qual era a dependência entre eles. E queremos priorizar o que merece atenção nesta semana de volta das férias. No nosso caso, temos seis projetos em paralelo, mas você pode ter 10, 15 ou 20, mais do que conseguiria analisar manualmente. Então, como fazer todas essas análises, para todos os projetos, de maneira rápida, recuperando o contexto do que estávamos fazendo antes das férias?
Esse é um caso extremo, mas os casos do começo da conversa também se aplicam. De uma semana para outra, pode surgir um projeto novo que exige mais foco, e ainda queremos fazer várias análises desse tipo, ou análises secundárias, o que toma tempo.
Para resolver tudo isso sem ficar esperando a resposta, conversando, validando e montando o quebra-cabeça, podemos usar os subagentes.
Subagentes são uma feature do Claude, assim como as habilidades (skills), os hooks e o agendamento de tarefas. Eles podem realizar tarefas em paralelo.
A ideia funciona assim: fazemos o pedido ao assistente principal, que é a conversa que abrimos no Claude Cowork, do jeito que fizemos até agora. Pedimos, por exemplo, uma visão geral dos projetos para iniciar a semana, ou, na volta das férias, uma visão geral de como estão todos os projetos. Em vez de o assistente principal fazer todo o trabalho, ele chama um subagente que analisa o estado de cada projeto. Chama outro subagente para organizar os stakeholders, pegar as últimas interações que tivemos com cada um e já resumir isso. Chama outro para cuidar da análise de riscos e de como vamos agir, e outro para organizar as prioridades da semana.
É como ter um time de quatro pessoas trabalhando junto com o assistente. Todas percorrem o projeto, pegam as informações, resumem com o escopo e o foco que demos a cada uma e passam para o agente principal, que nos dá a resposta. Assim, fazemos tudo em paralelo.
Aqui usamos tarefas de análise, mas pense em tarefas de criar ou escrever arquivos: documentos, pautas de reunião, status reports de cada projeto para enviar a várias equipes. Também podemos fazer isso, e cada agente escreve no lugar certo, com a descrição certa e do jeito que queremos, em paralelo. No geral, o tempo de espera fica muito menor, porque estamos paralelizando o trabalho.
Vamos criar esses subagentes para a nossa aplicação, dando um passo a mais na infraestrutura do gestor de projetos. Mas há um detalhe: cada agente, ou subagente, é isolado. Eles não conversam entre si, apenas com o agente principal, e as informações não passam diretamente de um agente para outro.
Por isso, ao pensar nas tarefas que queremos que eles executem, o ideal é que sejam isoladas o suficiente, ou que o contexto já esteja nos arquivos da nossa pasta, para que um subagente não fique esperando outro processo terminar. O ideal são tarefas isoladas, ou que só pegam o contexto dos arquivos e executam alguma ação sobre ele, sem depender da comunicação entre os agentes, já que essa comunicação, por padrão, não existe. Ela só acontece por meio do assistente principal.
O assistente principal pode pegar o resultado de um agente e passar para outro? Pode. Mas essa coordenação às vezes não é muito bem feita. Ele pode responder que o agente de prioridades estava esperando o agente de stakeholders e ainda não tem essa informação, e logo em seguida dizer que o agente de stakeholders informou o estado de cada stakeholder. Então a coordenação pode não ser tão boa, mas é possível. Só dá um pouco mais de trabalho configurar e fazer o assistente entender o fluxo que queremos.
Agora vamos voltar às tarefas e montar um agente para cada uma delas, para ver isso em ação: como um agente funciona, como o descrevemos, que arquivo ele gera e como alteramos esse arquivo. É a mesma ideia que seguimos com as habilidades e os hooks: entender essa feature e como ela se encaixa no todo. Vamos organizar isso e entender quais benefícios ela traz, além da questão da velocidade, que é o fator principal aqui, mas não a única vantagem dessa abordagem.
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