
A Alura Para Empresas é a organização que engloba as soluções corporativas da Alura — a maior escola online de tecnologia do Brasil, voltadas a empresas, órgãos governamentais e instituições educacionais.

Pontos-chave:
Dentro de uma empresa, o relatório mensal de resultados pode levar dias para ficar pronto, mesmo quando o cálculo final é simples. A demora surge quando é preciso juntar planilhas de áreas diferentes, que chegam com colunas fora do padrão, datas em formatos distintos e valores repetidos.
Nesse cenário, antes de qualquer cálculo, a análise de dados no Excel exige que alguém corrija e padronize as informações, e só depois sobra tempo para interpretar o que os números dizem.
Para lideranças e times de RH, isso importa porque decisões sobre contratação, orçamento e metas dependem de informação que chegue a tempo. Sem ela, a decisão tende a se apoiar na percepção de quem acompanha cada time.
A inteligência artificial ajuda a encurtar esse caminho, mas o resultado depende da qualidade dos dados que ela recebe.
Segundo o comunicado do Gartner, publicado em abril de 2026, empresas com bons resultados com IA investem até quatro vezes mais do que aquelas com resultados abaixo do esperado, em proporção à receita, em qualidade dos dados, governança (as regras sobre quem pode acessar e alterar cada informação), preparo das pessoas e gestão da mudança.
Neste artigo, você vai entender o que muda com a IA no Excel, quais são as vantagens da análise de dados nas empresas, como usar IA no Excel, na prática, e como escolher a ferramenta certa. Continue a leitura para saber mais detalhes!
A inteligência artificial no Excel é o conjunto de recursos que permite descrever o que você precisa em linguagem natural, ou seja, escrevendo como se falasse com uma pessoa, e receber fórmulas, tabelas, gráficos e resumos prontos.
A principal mudança está na divisão do tempo: a preparação da base, que antes exigia fórmulas e ajustes manuais, passa a ser feita a partir de um comando escrito, e seu time ganha tempo para interpretar os números.
Para isso, a IA lê os dados no Excel para gerar cada resposta. Quanto mais padronizadas forem as colunas, com datas e valores em um único formato, mais preciso tende a ser o resultado.
Um dos principais recursos de IA para Excel é o Copilot, assistente do Microsoft 365 que trabalha dentro da própria planilha. Com o recurso Edit with Copilot (em tradução livre, "editar com o Copilot"), é possível criar e alterar planilhas com tabelas, gráficos, fórmulas e tabelas dinâmicas, que resumem grandes volumes de dados em poucos cliques.
Em agosto de 2026, segundo as notas de lançamento oficiais da Microsoft, o recurso passou a executar código em Python, linguagem de programação muito usada em análise de dados, para análises mais avançadas, como estatísticas, simulações e visualizações.
VEJA TAMBÉM:
A análise de dados permite que a empresa decida com base em informações verificáveis. Com a IA no Excel, esse ganho chega mais rápido, porque a preparação da base deixa de ocupar a maior parte do tempo. Veja como isso aparece no dia a dia.
Leia também: Quais as vantagens e como aplicar as metas SMART
Para usar IA no Excel, o caminho envolve quatro passos: estruturar os dados em tabela, escrever comandos específicos, conferir o resultado antes de usá-lo e registrar o que funcionou para o time. Entenda melhor cada um deles a seguir:
O primeiro passo é orientar o time a transformar o intervalo de dados em tabela, pelo menu: Inserir > Tabela, com cabeçalhos objetivos, uma informação por coluna e um formato único para datas e valores.
Quando uma coluna reúne mais de uma informação (como cidade e estado juntos), a IA pode interpretar errado o que ela representa. O resultado são números que parecem corretos, mas não são.
Também é preciso eliminar duplicidades, pelo menu: Dados > Remover Duplicatas, porque valores repetidos distorcem somas e médias.
Um bom pedido, chamado de prompt, diz o que analisar, em qual período e em que formato a resposta deve vir. Pedir "analise as vendas" tende a gerar um resumo genérico. Já um pedido mais específico orienta a ferramenta, como neste exemplo:
"Compare as vendas de cada região no último trimestre, destaque as duas maiores quedas e apresente o resultado em uma tabela com o percentual de variação."
Nesse pedido, "vendas de cada região" indica o que analisar, "último trimestre" define o período, “as duas maiores quedas” aponta o que destacar e "tabela com o percentual de variação" define o formato da resposta.
Leia também: Prompt injection — o que é e a governança de IA
A conferência começa por uma amostra: escolher algumas linhas, recalcular manualmente e comparar com o resultado da IA. Esse teste simples evita que um número incorreto, vindo de uma fórmula errada, chegue a um relatório de diretoria.
O Copilot também ajuda nessa revisão. Segundo a Microsoft, as edições feitas pelo Copilot ficam rastreáveis, com links para as células afetadas, e aparecem atribuídas a ele no painel “Mostrar Alterações”. Também é possível pedir que o assistente indique quais partes da planilha pretende modificar antes de aplicar qualquer mudança.
Leia também: 10 ferramentas de IA para aumentar a produtividade da sua empresa
Registrar significa criar um documento compartilhado, como uma planilha ou uma página interna, com uma linha para cada pedido que gerou um bom resultado, uma espécie de biblioteca de prompts do time. Cada linha pode trazer quatro informações: o texto do prompt, a planilha ou o tipo de dado em que foi usado, o resultado obtido e o ajuste que foi necessário.
Com esse histórico, quem precisa montar um comparativo de vendas por região pode partir de um prompt já testado, em vez de escrever um novo. Sem o registro, cada pessoa recomeça o trabalho por conta própria, e as descobertas ficam restritas a quem as fez.
Cabe à liderança transformar esse registro em rotina, definindo onde ele fica e quem o mantém atualizado. É um passo prático para construir uma cultura de dados no time.
Leia também: Agentes de IA — o que são, como funcionam e por que utilizá-los na sua empresa?
Não existe uma resposta única, porque a melhor escolha depende das ferramentas que o time já usa, do tipo de análise necessária e das políticas sobre onde os dados da empresa podem circular.
A pergunta, porém, precisa ter resposta dentro da empresa. Quando a liderança não define quais ferramentas estão liberadas, cada pessoa tende a usar a que já conhece, inclusive serviços gratuitos que não seguem as políticas da empresa. É o que se chama de Shadow AI: o uso de IA fora do controle da área de TI, que pode expor dados de clientes, salários ou resultados financeiros.
Em vez de procurar uma ferramenta vencedora, o ideal é comparar as opções por critérios.
Leia também: Claude para empresas: o que é, o que faz e como usar
Quatro critérios ajudam a decidir qual ferramenta se encaixa melhor na rotina da equipe e devem ser avaliados em conjunto, e não isoladamente.
Reunindo os critérios, a melhor ferramenta tende a ser a que se integra às ferramentas que o time já usa, resolve o tipo de análise necessária, atende às regras de segurança da empresa e cabe no orçamento.
Leia também: O que é e como implementar uma política de segurança da informação em empresas de tecnologia?
Antes de adotar IA em planilhas, lideranças e times de RH podem ter dúvidas sobre o papel das pessoas, a segurança dos dados, o alcance da ferramenta na empresa e o preparo do time. Confira, a seguir, as respostas para as perguntas mais comuns:
Não. A IA assume parte do trabalho de preparar e calcular, mas escolher a pergunta a responder, interpretar o resultado e tomar a decisão continuam sendo responsabilidades das pessoas.
Leia também: Roadmap de IA — como estruturar a adoção de Inteligência Artificial nas empresas
Depende da ferramenta e das regras de uso definidas pela empresa. Versões corporativas podem trazer controles de administração, como definir quem acessa cada recurso. Ainda assim, informações pessoais, como salários e dados de clientes, só devem ser usadas em ferramentas de IA com autorização da área responsável e conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A cautela se justifica: segundo o comunicado do Gartner, apenas 23% das lideranças de TI ouvidas no segundo trimestre de 2025 se disseram muito confiantes na capacidade de gerenciar segurança e governança ao usar ferramentas de IA generativa, aquela que cria textos, tabelas e análises a partir de um pedido.
Leia também: Ética e Inteligência Artificial — desenvolver a tecnologia com consciência
Qualquer área que trabalhe com dados em planilhas. O time de RH pode analisar rotatividade e resultados de pesquisas de clima, a área financeira pode comparar orçamento e realizado, e o comercial pode cruzar vendas por região e por canal. O ponto em comum é ter dados estruturados em tabela e uma pergunta específica a responder.
Leia também: Como construir uma cultura de IA para impulsionar resultados?
Não, as duas se complementam. O Excel com IA atende bem a análises pontuais, feitas sob demanda por quem conhece a base. Já o Business Intelligence (BI), conjunto de ferramentas que organizam dados em painéis, mantém essas informações atualizadas automaticamente a partir de várias fontes.
Preparar o time para usar IA em análises envolve quatro frentes:
A Alura Para Empresas apoia esse preparo com trilhas personalizadas que combinam cursos de Excel, análise de dados e inteligência artificial, e levam o time do uso básico de planilhas à aplicação de IA nas decisões do dia a dia.
Converse com nossa equipe de especialistas e descubra como estruturar a formação em Excel, análise de dados e IA para o seu time.
Leia também: ROI da IA: como medir retorno além da economia de horas