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Pontos-chave:
Dentro de uma empresa, times de tecnologia podem trabalhar em ritmo intenso, lançando atualizações e correções o tempo todo, sem que ninguém saiba dizer, com certeza, se essa rotina está gerando resultado real ou só volume de trabalho.
Isso acontece porque a produtividade desses times costuma ser medida pelo mesmo tipo de indicador: horas trabalhadas, tarefas concluídas ou quantidade de código escrito. Os números mostram que o time está ocupado, mas não dizem se o que foi produzido chegou com qualidade e rapidez até quem realmente vai usá-lo.
Para lideranças e times de RH, essa diferença é extremamente importante para a tomada de decisões relacionadas aos investimentos em tecnologia, contratação e maturidade digital.
Segundo o DORA Report 2025, do Google Cloud, a adoção de inteligência artificial por profissionais de desenvolvimento de software chegou a 90%, um aumento de 14 pontos percentuais em relação ao ano anterior, e mais de 80% dessas pessoas relatam ganhos reais de produtividade.
Isso torna a distinção entre volume e resultado real ainda mais difícil de enxergar sem indicadores confiáveis, o que é exatamente o papel das DORA Metrics.
Neste artigo, você vai entender o que são DORA Metrics, quais são as quatro métricas e como aplicá-las no dia a dia de um time de DevOps. Continue a leitura para saber mais detalhes.
DORA Metrics é um conjunto de métricas criado para medir a performance de times de desenvolvimento de software, com base em anos de pesquisa sobre o que diferencia times de alta performance dos demais.
A sigla DORA vem de DevOps Research and Assessment, o nome do grupo de pesquisa que criou essas métricas em 2014 e que hoje faz parte do Google Cloud. "DevOps", por sua vez, é o termo usado para a cultura que une desenvolvimento de software e operação de sistemas em um único fluxo de trabalho, em vez de tratá-los como áreas separadas.
Em vez de medir o esforço de um time, as métricas DORA medem o resultado desse esforço, com foco na relação entre a velocidade e a estabilidade com que o software chega até quem vai usá-lo.
Pessoas em cargos de engenharia de DevOps, especialistas em infraestrutura ou lideranças técnicas de engenharia costumam ser responsáveis por acompanhar essas métricas dentro das empresas, mesmo que o time inteiro seja impactado por elas.
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As DORA Metrics vêm do DORA, um grupo de pesquisa que passou anos analisando milhares de times de tecnologia ao redor do mundo, para entender quais práticas realmente diferenciavam os times de alta performance.
As descobertas foram publicadas no livro Accelerate, em 2018, e viraram referência de mercado logo depois. Desde a aquisição pelo Google Cloud, o grupo passou a publicar um relatório anual, hoje batizado de "State of AI-Assisted Software Development", que acompanha como essas métricas continuam evoluindo diante de mudanças como a adoção de inteligência artificial no desenvolvimento de software.
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Não necessariamente. As métricas foram validadas em times de tamanhos variados e fazem sentido para qualquer equipe que entrega software com regularidade. Nesse caso, o que muda é a escala dos números esperados, não a validade das métricas em si.
Por exemplo, times muito pequenos podem ter dificuldade de tirar conclusões só com as DORA Metrics, já que poucas entregas por semana geram uma amostra pequena para análise. Assim, é importante definir um período mais longo de acompanhamento antes de tirar conclusões.
Outro limite das DORA Metrics que vale reforçar: elas não substituem outros indicadores de produtividade. Elas medem especificamente a entrega de software e não cobrem, por exemplo, satisfação do time, qualidade de código ou impacto de negócio de cada funcionalidade lançada.
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Reunidas, essas métricas DORA de DevOps mostram dois lados da mesma entrega: a velocidade com que o time coloca coisas novas no ar e a estabilidade dessas entregas depois que as pessoas já estão usando. Veja o que cada uma delas mede.
Mede com que frequência o time coloca um código novo em produção. Uma empresa que libera uma atualização por trimestre carrega muito mais risco em cada lançamento do que um time que libera pequenas atualizações várias vezes por semana.
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Mede quanto tempo leva entre o código ser escrito e chegar até quem vai usá-lo. Um lead time alto pode indicar processos de aprovação lentos ou testes manuais demorados, mesmo quando o código em si já está pronto.
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Mede qual parcela das entregas causa algum problema em produção, como um erro que precisa ser corrigido às pressas. Uma taxa alta pode indicar que o time está priorizando velocidade às custas da qualidade.
Mede quanto tempo leva para o time recuperar um serviço depois de uma falha. Um tempo de restauração longo afeta diretamente a confiança de quem usa o produto, mesmo que as falhas em si sejam raras.
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Reunidas, essas métricas DORA de DevOps mostram dois lados da mesma entrega: a velocidade com que o time coloca coisas novas em produção e a estabilidade dessas entregas depois que chegam lá. Veja o passo a passo para colocar esses indicadores em prática no dia a dia do time.
Isso significa integrar as métricas às ferramentas que o time já usa, como sistemas de controle de versão e plataformas de monitoramento, em vez de coletar os números manualmente.
Um time que depende de planilhas atualizadas o tempo todo tende a abandonar o acompanhamento em poucos meses, porque o esforço de manter os dados atualizados supera o benefício percebido com a nova metodologia.
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A definição de uma meta deve começar por observar o histórico do próprio time antes de copiar os resultados de outra empresa ou um número usado como referência por outras empresas do mercado.
Times com contextos diferentes, como um sistema antigo, difícil de atualizar, e um produto novo construído do zero, têm limites diferentes de velocidade segura, mesmo usando as mesmas quatro métricas.
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Olhar para o cenário completo evita otimizar uma métrica à custa de outra, como aumentar a frequência de entrega e, com isso, também aumentar a taxa de falha em mudanças. Um painel que mostra as quatro métricas lado a lado ajuda a enxergar esse tipo de troca antes que ela vire um problema maior para o time.
Compartilhar as métricas em retrospectivas e reuniões de time funciona melhor quando o foco está em entender o que pode melhorar no processo, não em avaliar o desempenho de cada pessoa.
Essa diferença de abordagem é o que sustenta a confiança do time nos próprios números ao longo do tempo.
A revisão das metas acontece à medida que o time amadurece e o contexto do produto muda, como a entrada em um mercado mais regulado ou o crescimento da base de pessoas que utilizam a tecnologia criada.
Uma meta que fazia sentido há um ano pode já não refletir a realidade atual do time, e revisar com regularidade evita que ela vire um número desatualizado em que ninguém mais confia.
Aplicar as DORA Metrics bem depende de reunir as ferramentas certas, metas realistas e uma cultura que trate os dados como apoio à melhoria. Nenhum desses elementos sustenta a aplicação das métricas por conta própria; é a combinação entre eles que faz a diferença.
A parte mais difícil de construir, geralmente, é a cultura: times técnicos raramente chegam prontos para usar dados a favor da melhoria contínua desde o primeiro dia. Isso exige um cuidado constante para que as métricas priorizem a saúde do processo de entrega.
É nesse ponto que a Alura Para Empresas atua, a partir de capacitações em inteligência artificial aplicada a fluxos de desenvolvimento e trilhas voltadas ao uso estratégico de dados e eficiência operacional.
Converse com nossa equipe de especialistas e veja como preparar o seu time de tecnologia para acompanhar métricas de performance de verdade.
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