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Pontos-chave:
Em um mercado cada vez mais digital, o marketing deixou de ser uma função de suporte para se tornar um motor de crescimento.
E no centro dessa transformação está o(a) CMO — Chief Marketing Officer, ou diretor(a) de marketing, um cargo que precisou se reinventar à mesma velocidade: de gestor(a) de campanhas e publicidade para liderança estratégica orientada por dados, tecnologia e crescimento de receita.
Segundo o Gartner, em pesquisa com 174 lideranças sênior de marketing realizada em setembro de 2025, 63% dos(as) CMOs apontam restrições orçamentárias como o principal desafio do cargo e 46% afirmam que sua maior dúvida atual é como priorizar iniciativas que gerem crescimento real para o negócio.
Continue acompanhando este artigo para entender o que é CMO, o que faz um diretor(a) de marketing na prática e qual o impacto estratégico dessa liderança nas organizações.
CMO é a sigla para Chief Marketing Officer — em tradução livre, executivo(a)-chefe de marketing ou diretor(a) de marketing.
É a pessoa responsável por liderar a estratégia de marketing e comunicação organizacional, conectando a marca ao mercado e orientando as decisões com base em dados, comportamento de quem consome e tendências do setor.
A definição parece simples, mas o escopo do cargo é amplo: vai do posicionamento de marca à geração de receita, passando por performance digital, experiência do(a) cliente e transformação da cultura organizacional interna.
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Na C-suite (o conjunto de cargos executivos de maior hierarquia nas organizações), cada função tem um escopo distinto. Entender na prática o que é CMO (significado e conceito) em relação aos demais cargos ajuda a compreender por que ele é tão estratégico:
Um(a) CMO é o elo entre o que a organização é e o que o mercado espera dela. Sem essa liderança, as decisões de produto, precificação e expansão tendem a ser tomadas com visão parcial do consumidor ou consumidora real.
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Uma pessoa que atua como CMO deve ser muito mais do que responsável por gerir campanhas.
A transformação digital, a centralidade dos dados e a pressão por ROI mensurável expandiram o escopo de trabalho de forma significativa.
Na prática, o cargo de CMO se distribui em cinco frentes principais.
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Durante décadas, o(a) CMO era apenas responsável pela comunicação da empresa, ligada à criatividade, publicidade e eventos. Esse papel ainda existe, mas se tornou apenas uma parte de uma função muito mais ampla.
Segundo o estudo anual da Spencer Stuart, a permanência média no cargo nas empresas S&P 500, as maiores companhias de capital aberto dos EUA, é de 4,1 anos em 2025 — abaixo da média de 5 anos para toda a C-suite.
O dado indica pressão, já que quem é CMO atualmente recebe cobranças por métricas que antes pertenciam a quem atuava como CFO, como crescimento de receita, custo de aquisição de cliente e valor do ciclo de vida das pessoas consumidoras.
Quem não demonstra esse impacto em linguagem de negócio tende a perder espaço no conselho.
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Ter ou não ter um(a) CMO faz uma diferença mensurável nos resultados das organizações.
Segundo o IBM Institute for Business Value 2025 CMO Study, realizado com 1,8 mil CMOs em 24 indústrias e 33 países, 64% dos(as) CMOs afirmam ser responsáveis pela lucratividade da empresa, e 58% respondem diretamente pelo crescimento de receita.
O marketing deixou de ser uma função de comunicação e passou a estar ligado ao resultado financeiro.
O cargo também está em transformação estrutural. Uma análise recente da Forrester aponta que apenas 36% das empresas Fortune 500 ainda usam o título "Chief Marketing Officer" — queda de 13 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Além disso, lideranças de marketing com assento no comitê executivo ou reporte direto a CEOs estão presentes em apenas 52% das Fortune 500, contra 58% no ano anterior, o que representa uma queda pelo terceiro ano consecutivo.
O que fica claro é que o valor não desapareceu: ele se realocou. Um(a) CMO que sobrevive nesse ambiente é o que já se tornou uma liderança executiva que entende de negócio, de dados e de crescimento.
Nesse cenário de reinvenção do cargo, a IA surge como o fator que mais acelera a transformação do que significa ser CMO nos tempos atuais.
A adoção de IA no marketing é uma das transformações mais recorrentes que quem atua no cargo enfrenta. CMOs que não consideram a IA no que diz respeito aos dados, personalização e automação, estão operando com visão parcial do mercado.
Na prática, a Inteligência Artificial já impacta o trabalho do(a) CMO em quatro frentes.
Nesse contexto, o(a) CMO não pode operar apenas com uma lógica de dados: a atuação mais eficaz equilibra dados, contexto, intuição e coragem estratégica.
A IA amplifica as capacidades de quem é CMO, sem substituir a decisão sobre posicionamento, cultura de marca e valores organizacionais.
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O perfil de quem atua como CMO precisa combinar competências que raramente coexistem na mesma trajetória: domínio de dados, visão de marca, liderança de times, comunicação executiva e letramento em IA.
Desenvolver esse conjunto exige um conhecimento estruturado, por competência e contexto de negócio.
A Alura Para Empresas oferece trilhas de capacitação em dados, IA e liderança estratégica para organizações que querem desenvolver CMOs e líderes de marketing preparados para o contexto atual.
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