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Pontos-chave:
Quando um sistema de nuvem contratado cai ou um chamado de suporte de TI demora dias para ser resolvido pela empresa parceira, a primeira pergunta de qualquer líder é: o que estava acordado?
Para evitar esse tipo de ruído, foi criado o SLA (Service Level Agreement). Segundo a IBM, esse documento define o nível de serviço esperado, como ele será medido e as consequências quando não for atingido em relações entre empresas e clientes.
Mais do que um documento jurídico, o SLA é uma ferramenta de gestão. Dessa forma, times que o usam da forma certa reduzem disputas, alinham expectativas e criam uma base para conversas sobre qualidade de serviço.
Continue a leitura para entender melhor o que é SLA (Service Level Agreement), o que significa na prática, os tipos mais comuns, as métricas essenciais, exemplos de acordo de nível de serviço e como líderes de tecnologia devem estruturar e acompanhar esses acordos.
SLA é a sigla em inglês para Service Level Agreement — em português, acordo de nível de serviço. Este documento é um contrato formal que define:
O que significa SLA, na prática, é transformar promessas em compromissos mensuráveis. Assim, em uma conversa entre empresa e cliente, em vez de "garantimos alta disponibilidade", o SLA diz: "garantimos 99,9% de disponibilidade por mês, e cada hora de downtime acima desse limite gera crédito de X% na fatura".
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Vale a pena informar que SLAs são mais comuns em contratos com empresas fornecedoras externas, como provedoras de nuvem, suporte técnico e desenvolvedoras de software.
Porém, também podem existir SLAs internos, acordados entre equipes dentro da mesma organização: entre o time de infraestrutura e o de produto, ou entre o suporte de TI e os demais departamentos da empresa, por exemplo.
Os tipos de acordo de nível de serviço variam conforme as pessoas, as empresas e como o serviço está estruturado. Abaixo, os três modelos mais usados.
Personalizado para cada cliente, cobrindo todos os serviços que aquela empresa ou setor precisa. Esse é o modelo mais comum em contratos de outsourcing e serviços gerenciados.
A vantagem é que esse tipo reflete as necessidades reais de cada cliente; e a desvantagem é que exige mais esforço da equipe para criar e manter o SLA quando há diferentes entregas para gerenciar.
Esse tipo define o nível de qualidade para um serviço específico e pode ser aplicável a todas as empresas que o utilizam. Por ter um padrão único de entrega, é mais simples de gerenciar por escala, por isso, é muito usado por provedores de nuvem e plataformas SaaS.
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Combina os dois anteriores em uma estrutura hierárquica: um nível corporativo (regras gerais), um nível de serviço (específico para cada entrega) e um de ajustes para cada cliente.
Por unir os principais pontos em um único SLA, esse é considerado o modelo mais completo para organizações com múltiplos serviços e perfis de parcerias.
Um modelo de acordo de nível de serviço bem estruturado inclui os seguintes componentes e boas práticas, conforme abaixo.
1. Descrição dos serviços: o que está incluído no acordo, com escopo claro. Qualquer serviço não mencionado explicitamente está fora do SLA.
2. Métricas: os indicadores de performance que serão usados para medir a qualidade do serviço, como disponibilidade, tempo de resposta, resolução, taxa de erros, entre outros.
3. Metas e limites: os valores mínimos para cada métrica. É nesta etapa que o SLA se torna concreto: "99,5% de disponibilidade" ou "chamados críticos respondidos em até uma hora".
4. Responsabilidades: o que cada parte deve fazer para que o acordo funcione. Cada cliente tem obrigações tanto quanto a empresa fornecedora, como disponibilizar acessos, reportar incidentes corretamente e fazer os pagamentos.
5. Procedimentos de escalonamento: o que acontece quando algo sai do controle? Quem acionar? Em quanto tempo o problema é resolvido? Qual a prioridade de cada chamado?
6. Penalidades e créditos de serviço: devem haver consequências quando as metas não são atingidas. O modelo mais comum é o crédito de serviço, que consiste em um percentual da fatura mensal proporcional ao desvio.
7. Período de revisão: SLAs sem prazo de revisão ficam desatualizados e perdem aderência à realidade operacional, o que pode ser prejudicial para ambas as partes envolvidas.
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Para entender como as métricas se traduzem em compromissos reais, veja como diferentes tipos de serviço costumam estruturar seus SLAs.
O serviço promete que vai funcionar pelo menos 99,99% do tempo todo mês. Se isso não acontecer, a empresa parceira recebe automaticamente um desconto na fatura, que pode variar do valor pago, dependendo de quanto tempo o serviço ficou fora do ar.
Quando um sistema crítico para de funcionar, a equipe de suporte tem até 15 minutos para responder ao chamado e até duas horas para resolver o problema. Para chamados menos urgentes, o prazo costuma ser mais flexível: até duas horas para responder e até oito horas úteis para resolver.
Se for detectada uma ameaça grave, a empresa de segurança precisa avisar cada cliente em até 15 minutos. Em até 24 horas, ela deve entregar um relatório completo explicando o que aconteceu.
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Usado de forma ativa, o SLA é uma das ferramentas mais poderosas de gestão de qualidade em tecnologia. Confira alguns exemplos de como esse documento deve ser usado pelas lideranças tech.
As empresas terceirizadas costumam apresentar SLAs padrão com termos favoráveis a elas. Para evitar problemas futuros, a gestão de tecnologia deve revisar cada cláusula, questionar metas que pareçam insuficientes e propor ajustes antes de assinar.
SLAs são mais úteis quando acompanhados em tempo real, não apenas quando algo dá errado. Por isso, ter em mãos relatórios de monitoramento que mostram uptime, tempos de resposta e taxa de resolução em tempo real permite identificar tendências antes que se tornem problemas.
As condições de negócio mudam, a infraestrutura evolui e o que era aceitável há 12 meses pode não ser mais. Pensando nisso, ter revisões semestrais ou anuais mantém o SLA aderente à realidade operacional e às expectativas atuais do negócio.
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As melhores organizações de TI evitam usar cláusulas de SLA como punição para suas parceiras terceirizadas; a melhor forma é usar essas métricas como ponto de partida para alinhamentos sobre performance, prioridades e o futuro do relacionamento.
Mas, claro, violações recorrentes de SLA indicam um problema a resolver, seja com a fornecedora, no próprio processo de medição ou nas metas que foram estabelecidas.
Times de infraestrutura, plataforma e suporte interno também se beneficiam de SLAs. Isso porque ele define o que as equipes de produto podem esperar de infraestrutura, ou o que o suporte de TI entrega para os demais departamentos, reduzindo conflitos e criando clareza de prioridades.
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Respondemos abaixo às perguntas mais comuns de lideranças de tecnologia que precisam estruturar, negociar ou acompanhar SLAs no dia a dia. Confira!
SLA é o acordo com cada cliente externo(a) ou interno(a) para definir o que será entregue. O OLA (Operational Level Agreement) define as responsabilidades entre equipes da própria organização provedora, ou seja, como cada time vai contribuir para que o SLA seja cumprido.
Por fim, KPI (Key Performance Indicator) é um indicador de performance, que pode ou não fazer parte de um acordo de nível de serviço. Como regra, todo SLA usa KPIs, mas nem todo KPI está em um SLA.
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Pode parecer que 99,9% e 99,99% são praticamente a mesma coisa. Mas, em tempo real, esse detalhe é enorme:
Para a maioria dos serviços, essa diferença é tolerável. Porém, para sistemas críticos, como uma loja virtual em um dia de promoção ou uma plataforma de pagamentos, cada minuto fora do ar representa vendas perdidas.
A melhor referência são benchmarks de mercado, que são os padrões que outras empresas do mesmo setor praticam e que servem como parâmetro de comparação. Em suporte técnico, por exemplo, chamados críticos costumam exigir tempos de resposta e resolução mais curtos do que demandas simples ou operacionais.
Mas benchmarks não devem ser copiados de forma automática. Para definir metas viáveis, a liderança precisa considerar a capacidade real do time, a complexidade dos chamados, os recursos disponíveis, o histórico de atendimento e o impacto de cada tipo de solicitação no negócio.
Além disso, criar bons SLAs exige times capazes de analisar dados, mapear processos, priorizar demandas e comunicar expectativas com clareza entre tecnologia, negócio e cliente.
A Alura Para Empresas apoia organizações que querem desenvolver essas competências em suas equipes, com trilhas, formações e imersões em tecnologia, gestão de processos, liderança e governança.
Entre em contato com nossa equipe e saiba como podemos elaborar o programa certo para a sua liderança!
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