Primeiras aulas do curso VB.NET com Windows Forms Parte 1: primeiros passos

VB.NET com Windows Forms Parte 1: primeiros passos

Instalando o Visual Basic .NET - Introdução

Bem-vindo ao curso Primeiros Passos de Visual Basic .NET. Esse é o primeiro de uma série de cursos que serão publicados pela Alura referentes à linguagem Visual Basic. Nós vamos seguir a mesma linha didática de outros cursos de outras linguagens, que já existem aqui na Alura como, por exemplo, o curso de C# e o curso de Java.

Neste curso Visual Basic primeiros passos, nós vamos, é claro, aprender a instalar o produto Visual Studio na sua máquina, onde você vai poder treinar o Visual Basic e, é claro, iremos falar um pouquinho também sobre a história dessa linguagem programação, que é uma linguagem de programação bem antiga e usada desde os pioneiros da área de programação da informática.

Depois, nós vamos começar entender um pouco essa linguagem vendo um pouquinho a declaração de variáveis do tipo números e das variáveis do tipo string. E finalmente, iremos encerrar através do controle de fluxo, usando o que nós chamamos de Ifs, onde através de uma condição eu faço uma coisa, senão eu faço outra. E finalmente, os laços de controle, ou seja, os loopings, onde, através de determinadas condições, eu repito alguns comandos.

Tudo isso será ilustrado usando projetos que nós chamamos de Windows Forms. Esses projetos Windows Forms são, na verdade, projetos usando janelas do Windows. Tudo isso será explicado a vocês com calma nos vídeos desse treinamento Visual Basic .NET Primeiros Passos.

Instalando o Visual Basic .NET - Baixando e instalando o Visual Studio

A primeira coisa que temos que fazer para trabalhar com Visual Basic. .NET é baixar o Visual Studio. NET. O Visual Studio é a interface de desenvolvimento dos meus programas em .NET. Ele serve para desenvolver programas não somente para Visual Basic, mas também para outras linguagens .NET ou outros templates de desenvolvimento.

Se você já tem o Visual Studio na sua máquina, somente certifique-se se você pode criar projetos em Visual Basic, porque nem todo Visual Studio que está instalado possui a possibilidade de desenvolvimento em Visual Basic. O que eu vou mostrar agora aqui seria o download e a instalação numa máquina que não tem Visual Studio nela.

Vamos primeiro, claro, ir aqui do browser. E eu vou buscar por “Visual Studio Community 2017 download”. Vou ter esse link: Downloads | IDE, Code, & Team Foundation Server. E pronto, eu tenho aqui essas quatro versões para trabalhar. A Professional e a Enterprise são versões pagas, você pode até baixar e usar ele como uma avaliação gratuita, mas eu não sei precisamente por quanto tempo você vai poder utilizar esta versão na sua máquina para fazer esse curso.

Nós vamos dar preferência a baixar o Visual Studio Community 2017, que é voltado realmente para estudantes e desenvolvedores individuais. Eu vou clicar aqui no link Download gratuito. Ele vai baixar para mim aqui um programa executável bem pequenininho. Se eu clicar nesse programa executável, ele vai me dar aqui uma caixa de diálogo, vou clicar aqui em continuar e vai começar a baixar o instalador do Visual Studio.

Após o download e a instalação, eu vou ter essa tela aqui de cima, onde eu vou escolher quais módulos do Visual Studio eu vou instalar. Eu vou escolher essa opção aqui: desenvolvimento para desktop com .NET, crie aplicativos em WPF, Windows Forms e console usando C#, Visual Basic e F#.

Eu vou escolher esta opção. Nós vamos somente selecionar a opção SQL Server Express 2016 localdb. E com essa opção selecionada, vamos clicar em instalar. Ele vai começar a fazer aqui outros downloads e iniciar a instalação do meu Visual Studio.

Após o término da instalação, a Microsoft sugere que você se conecte a uma conta Microsoft para criar uma conta de desenvolvedor, para que você possa, por exemplo, salvar na nuvem os seus projetos, coisas desse tipo. Eu vou clicar aqui em Agora não, talvez mais tarde. Ele vai escolher aqui temas de desenvolvimento. Fica muito a seu critério. Se você prefere, por exemplo, uma tela em branco com caracteres pretos ou uma tela preta com caracteres brancos.

Eu pessoalmente gosto de trabalhar com a interface escura, é minha preferência pessoal e é essa que eu vou usar no treinamento, mas vocês fiquem livres de usar o tema de vocês querem usar. Aqui você pode escolher, por exemplo, alguns tipos de configuração de desenvolvimento e eu vou escolher Visual Basic que é o desenvolvimento que eu vou fazer nesse e nos próximos treinamentos.

Agora, eu vou clicar em iniciar o Visual Studio. Ele está preparando aqui o ambiente da máquina. Pronto, entrei aqui no meu Visual Studio e estou com ele pronto para trabalhar. Essa foi a primeira parte, a instalação do Visual Studio para que nós possamos desenvolver nossos programas em Visual Basic.

Instalando o Visual Basic .NET - Arquitetura .NET

O que acontecia antigamente, no meu tempo, quando eu aprendi a programar, como é que nós trabalhávamos lá no final dos anos 80, início e meio dos anos 90? Quando nós tínhamos que desenvolver um programa, nós tínhamos uma linguagem de programação para desenvolver esse programa.

E quando nós fazíamos esse desenvolvimento, nós normalmente fazíamos esse desenvolvimento usando uma aplicação daquele meu programa que eu estava desenvolvendo para um sistema operacional específico. Ou seja, se eu estivesse usando o Visual Basic lá nos anos 90, eu teria que estar programando o Visual Basic numa interface específica para o meu sistema operacional Windows.

Porque a minha aplicação, que eu estaria desenvolvendo em Visual Basic, ela teria que conversar com o sistema operacional da máquina onde eu estava desenvolvendo. Normalmente, quando eu falo aqui a aplicação, seria mais ou menos o desenho da janela, as cores dos botões, os Labels. Mas essa aplicação tem que falar com uma biblioteca daquela minha linguagem que fala com o sistema operacional.

Algumas coisas do sistema operacional já vem prontas e que a minha aplicação pode utilizar essas bibliotecas. Por exemplo, quando nós abrimos aqui o bloco de notas, o cara que desenvolveu o bloco de notas, quando ele escreveu esse menu, escreveu a palavra arquivo, disse que aqui seria Novo, Abrir. O evento ao clicar no Novo, ele abre uma tela em branco, ou seja, toda essa lógica está codificada no programa da linguagem específica que ele usou para desenvolver isso. E isso se traduz na aplicação para fazer essas coisas.

Só que essa aplicação também interage com o sistema operacional, porque algumas coisas como, por exemplo, o maximizar a janela, o minimizar a janela, ou seja, todos esses botões estão implementados na biblioteca da linguagem para o sistema operacional. Quando eu fosse desenvolver uma outra aplicação, usando uma outra linguagem, por exemplo, a linguagem Y, ela teria que ter toda a sua estrutura vertical para o sistema operacional Windows. Só que o problema não acaba aí.

Imagina que eu desenvolvi um software, isso lá nos anos 90, eu desenvolvi um software para o Windows, mas eu descubro que eu tenho que, por exemplo, rodar ele em outro sistema operacional. Eu botei Linux aqui, mas naquela época dos anos 90, tínhamos muito, na verdade, era Unisys. Unix era o sistema operacional que nós usávamos. Às vezes, muito alternativo ao Windows. O Linux é muito parecido com o Unix.

Mas se eu quisesse pegar este programa que eu tinha desenvolvido usando a plataforma Windows, eu tinha que refazer ele, conversar ele com outra biblioteca específica do outro sistema operacional. Ou seja, eu tinha que, às vezes, ter times de desenvolvimento em paralelo desenvolvendo a mesma coisa, porque um desenvolvia aquele software para o Windows, e o outro desenvolvia o mesmo software para outro sistema operacional.

Por exemplo, o sistema operacional da Apple, o sistema operacional da IBM. Enfim, eu tinha que ter times de desenvolvimento diferentes. A probabilidade de haver problemas era enorme. Às vezes, o mesmo software no Windows funcionava bem uma coisa, se eu botasse ele no outro sistema operacional, ele não funcionava direito. O pessoal começou a imaginar uma arquitetura um pouco diferente para o desenvolvimento desses ambientes.

A arquitetura .NET, que é a que eu vou mostrar agora para vocês, é muito parecida também com a estrutura de programação da arquitetura Java. Na verdade, a Java que criou esse conceitos de tentar desenvolver os mesmos programas para ambientes operacionais diferentes. E a Microsoft resolveu implementar a sua arquitetura de uma maneira muito parecida.

Imagine que você tenha uma entidade que seja uma máquina virtual. Essa máquina virtual não é uma máquina física, é uma máquina lógica, que emule um ambiente padrão, independente do sistema operacional que você esteja. É claro que você vai ter a máquina virtual para o sistema operacional Windows, a máquina virtual para o sistema operacional Linux, por exemplo, mas a forma com que entram coisas para essa máquina virtual vai ser uma forma igual, independente de que sistema operacional eu esteja trabalhando.

E as nossas bibliotecas das linguagens era uma biblioteca genérica única, que faz a interface com a minha máquina virtual. Ou seja, ela não é mais uma biblioteca específica para a linguagem de programação x ou para a linguagem programação y. Ela é uma biblioteca genérica única. E também, a minha camada de aplicação também seja única. Ou seja, o que traduz as minhas lógicas de fazer um menu, de fazer um Label, também seja uma coisa única.

E a linguagem de programação se tornar apenas uma interface onde eu vou colocar os meus comandos, ou seja, eu criaria tradutores que vão traduzir a minha linguagem x para a linguagem genérica. E depois essa conversação até o sistema operacional fica sendo o mesmo. E essa arquitetura é muito mais flexível, porque o mesmo código de programa que está aqui, eu posso usar aqui. Ou seja, os meus times de desenvolvimento passam a ser um único.

E com o meu programa pronto, tanto faz se eu vou rodar ele no sistema operacional Windows ou Linux. Eu tenho essa camada toda aqui, que é genérica, que entende o meu programa que está entrando aqui, e ele vai traduzir para o sistema operacional que está sendo executado no momento.

Vamos colocar nomes aos bois agora. A máquina virtual, dentro do ambiente Microsoft, é a CRL, a Common Language Runtime. Ela simula um ambiente como se fosse uma máquina independente de que sistema operacional eu esteja trabalhando. A biblioteca genérica, que conversa com a CRL, nós chamamos de .NET framework. O .NET framework é a alma de qualquer aplicação que seja desenvolvida em .NET. Se eu desenvolver um aplicação Visual Basic .NET e vou rodar numa máquina, eu preciso que exista o .NET framework instalado nela.

Normalmente, num ambiente Windows, por exemplo, sempre que nós fazemos nossos Windows updates, ele automaticamente vai atualizar a .NET framework. Mas isso é importante. Se você desenvolver uma aplicação em .NET, é importante que sempre quando você for instalar essa aplicação numa máquina, que ele teste para saber se o.NET existe naquele sistema operacional ou não. Porque sem o .NET, ele não vai rodar.

A aplicação genérica vira o que nós chamamos de uma aplicação .NET. E eu vou ter aqui tradutores, onde a minha linguagem de programação vai ser traduzida por uma aplicação .NET que vai conversar com o framework, que conversa com a CRL, que aí sim interfaceia com o sistema operacional. Ou seja, a programação nessa caixinha aqui é única. Nós temos agora aqui a seguinte arquitetura: Dentro do ambiente .NET, eu posso desenvolver programas usando diversas linguagens de programação.

Por exemplo, a Visual Basic .NET é uma delas. A C# é o outra. Existe a Python .NET, tem o F#, por exemplo, existe uma série de outras. Ou seja, o ambiente .NET é um ambiente aberto, onde você pode desenvolver diversas aplicações. Pode ser linguagem de programação, pode ser interfaces com bancos de dados, podem ser ferramentas de UML, ou seja, vários tipos de coisas eu posso estar usando aqui em cima e conversando com o ambiente .NET.

É esse que é o ambiente moderno de desenvolvimento hoje. Desde aquela época lá dos anos 90, até hoje, isso melhora a produtividade do desenvolvimento. O meu software, que eu desenvolver numa aplicação .NET, vai funcionar em qualquer lugar. Basta que eu tenha esse trio, a aplicação .NET, .NET framework e CRL, funcionando para cada sistema operacional.

Sobre o curso VB.NET com Windows Forms Parte 1: primeiros passos

O curso VB.NET com Windows Forms Parte 1: primeiros passos possui 350 minutos de vídeos, em um total de 73 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de .NET em Programação, ou leia nossos artigos de Programação.

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