Primeiras aulas do curso Desempenho do Oracle Database: Análise do ambiente

Desempenho do Oracle Database: Análise do ambiente

Criando o ambiente - Introdução

Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Victorino Vila e vou ser o instrutor deste curso de Oracle performance parte 1. Antes de mais nada, vamos falar o que é performance. Quando um usuário está trabalhando no banco de dados, ele normalmente faz alguma coisa, esse comando dessa alguma coisa que ele está fazendo vai até o banco de dados, há um processamento do banco de dados e traz uma resposta.

Essa ida e volta pode ser um comando que um usuário dá direto lá no Oracle via SQL ou pode ser um sistema que quando aperta um botão a programação está indo no Oracle fazer alguma coisa.

Esse tempo de ida e volta é o tempo que a gente chama de performance. E esse tempo, dependendo da ação que o usuário está fazendo pode esperar um pouco ou às vezes pode não esperar nada.

O grande problema está quando você tem ambientes onde esse usuário precisa de uma resposta rápida. Ou a resposta que ele espera está muito mais lenta do que aquilo que ele pode suportar.

Então, cabe ao DBA analisar o ambiente, o que está sendo feito, fazer uma análise do todo para tentar determinar o que pode ser feito para melhorar esse tempo de retorno. E aí a gente pode dividir esse tempo de retorno em dois grandes processos que acontecem no servidor.

São coisas que dependem do ambiente, do hardware, ou coisas que tem a ver com a lógica para resolver a consulta. Vamos melhorar um pouco o que eu falei. Recursos de ambiente acho que é muito fácil vocês entenderem. Máquinas melhores vão resolver as coisas melhor. Mas também será que todo aquele recurso bom da máquina está sendo utilizado para resolver a consulta do usuário? São coisas que o DBA tem que analisar.

A lógica para resolver a consulta consiste no seguinte. Mesmo que o ambiente esteja perfeito, fazer uma determinada consulta, uma determinada análise, pode ser feita de diversas maneiras. Será que o Oracle está escolhendo a forma certa de fazer aquilo? Isso é a segunda análise que o DBA tem que fazer.

Como eu disse então, esse treinamento de Oracle performance vai estar dividido em duas partes. A primeira parte a gente vai dar ênfase como o DBA pode analisar o ambiente, e a segunda parte ênfase na forma com que o Oracle está resolvendo aquela consulta, aquele comando que está sendo enviado para o servidor.

No que diz respeito à ênfase de ambiente, que é esse treinamento em si, a gente vai falar de três grandes assuntos. Coleta de estatísticas, administração de memórias do ambiente, e alocação de recursos.

Não vamos entrar agora em detalhes do que isso significa porque isso faz parte do treinamento. É claro que na primeira aula a gente vai na verdade recuperar o ambiente, porque pode ser que você aluno não tenha feito os outros cursos de administração Oracle que esteja numa máquina limpa e precise montar o ambiente de trabalho.

Espero que vocês gostem do curso, um abraço, e vamos em frente.

Criando o ambiente - Instalando o Oracle Database

O curso Oracle performance é uma continuação dos cursos Oracle administração parte 1 e parte 2. Então, o ambiente que criamos nesses cursos vamos usar neste treinamento. Mas caso você esteja querendo fazer esse curso diretamente sem ter feito os outros, ou então fez os outros, mas está numa máquina limpa, que você não tem o ambiente, você tem que verificar primeiro se você tem o Oracle 12c e Enterprise instalados.

No meu caso já tenho, então se eu entrar em SQL plus as sys DBA consigo me conectar, e tenho meu Oracle SQL developer com os usuários sys, admin sys e admin system. Então já posso começar meu curso Oracle performance. Mas se você não tem esse ambiente, o que eu vou fazer para ajudar vocês?

Vou passar nesse e nos próximos vídeos da aula 1 os vídeos do curso Oracle administração parte 1 e 2, onde instalo o Oracle, crio o banco de dados e onde configuro o SQL developer com os usuários sys e system. Aí vocês vão ter também todos os requisitos para continuar esse curso.

Se você está numa máquina que você fez os cursos Oracle parte 1 e 2, e já tem esses requisitos todos prontos, já pode pular todos os vídeos da aula 1 e ir direto para a aula 2.

Vou começar agora então passando para vocês o vídeo de instalação do Oracle 12c enterprise. Então vamos nessa.

Vamos então agora fazer instalação do Oracle 12c. Vou abrir um browser e vou procurar por download Oracle 12c. Tem esse genérico da própria Oracle, database Oracle downloads, vou clicar nele, e ele me apresenta o download das versões mais atuais.

Deixa eu falar um detalhe importante aqui. Note que ele mostra que a versão mais atual à disposição é o Oracle database 19c. E aí vem a pergunta. Por que vou usar então a versão 12c?

Em primeiro lugar, a Oracle costuma apresentar seus upgrades em um espaço muito grande de tempo. Então eles lançaram o Oracle 11, 11c, depois passaram um bom tempo e veio o 12c, e agora tem o 19, que foi precedido pelo 18c.

Mas a versão que mais se utiliza hoje em dia nas empresas é ainda a versão Oracle 12c. Dificilmente você vai encontrar as versões 18 e 19 ainda em produção nas corporações. A velocidade com que os upgrades do Oracle são feitas é mais lenta do que os outros bancos de dados normais. E por que isso?

Porque normalmente você encontra o Oracle como sendo um banco de dados corporativo. O que vou falar aqui não é uma verdade 100%, mas eu diria o seguinte. Se você olhar um banco de dados para a corporação toda, uma coisa com centenas ou milhares de usuários, banco de dados gigantescos. Banco de dados de situação crítica, onde o banco não pode falhar, a gente está falando de Oracle.

Quando a gente olha banco de dados para aplicações departamentais ou para produtos específicos, a gente está falando de SQL server. E quando a gente olha banco de dados para internet, nuvem, aplicações web, a gente olha MYSQL.

Isso que eu falei não é uma verdade absoluta. A gente encontra muita aplicação departamental usando Oracle e em muito lugar a gente vê SQL server corporativo. Mas ainda há uma predominância nessa ordem que eu falei. Corporativo Oracle, departamental SQL server, web MYSQL.

Então, pelo fato da maioria das vezes o banco Oracle ser um banco corporativo, fazer upgrade desses bancos é uma tarefa muito complicada. Você tem que parar o sistema todo da empresa, fazer esse upgrade de testes em desenvolvimento, fazer massivos testes antes de desligar a chave de um lado e ligar do outro.

Também a literatura toda atual ainda é muita baseada no Oracle database 12c. Então vamos fazer um combinado. Nesse treinamento vamos usar o Oracle 12c para ver algumas funcionalidades de administração. E a gente claro, esse treinamento não é muito profundo na parte administrativa. Tudo que a gente viu nesse treinamento usando 12c certamente irá valer e funcionar no Oracle 18c ou 19c.

No meu caso estou usando a plataforma Windows, vou clicar nesse primeiro link para fazer o download desse arquivo de 2.8gb. Clico que aceito a licença da Oracle. E aí normalmente quando a gente faz o download de um produto Oracle a gente precisa ter o login e senha da Oracle.

Esse login e senha pode ser qualquer um. Você pode criar um seu, que não vai nem te perguntar quem é você, dados pessoais. Se você não tem o usuário, você clica em criar conta, você vai criar login e senha e vai poder fazer o download.

Aqui no caso vou usar meu login pessoal e minha senha pessoal. Vou clicar em iniciar sessão. Ele está chegando se realmente eu sou eu. A gente espera um pouco mais e deve iniciar o download de forma automática. Se não começar automaticamente, clico nesse botão para fazer a transferência.

Demorou um pouquinho, mas começou. Eu vou parar o vídeo um instante, vou fazer o download do instalador e volto assim que terminar.

Meu download terminou, vou pegar o arquivo que foi baixado, vou copiar e criar uma pasta qualquer, colar esse arquivo. Vou descompactar. Vou parar o vídeo de novo porque parece que vai demorar.

Fiz a descompactação. Vou no diretório database, e aqui vou selecionar a opção setup exe. Ele vai abrir agora uma aplicação chamada Oracle universal installer, que é o assistente de instalação do Oracle. Através desse assistente, ele vai fazer algumas perguntas e dependendo das nossas propriedades a gente vai fazer a instalação de uma configuração ou de outra dentro do ambiente onde estamos instalando o Oracle.

O instalador está sendo ainda configurado. Vamos para o assistente. A primeira pergunta é se quero receber atualizações de segurança através do suporte do Oracle, etc. Vou desmarcar essa opção, preciso receber atualizações de segurança, ela fica desmarcada. E vou clicar em próximo.

Ele vai dar um alerta dizendo que não coloquei um e-mail. A gente confirma, diz que sim, não tem problema. Vamos para a próxima pergunta. Ele vai perguntar se eu quero criar e configurar um banco de dados ou somente instalar o software de banco de dados. Vou escolher a opção instalar somente o software do banco de dados, porque a criação do banco a gente vai fazer depois, vai ser outro exercício dentro do nosso curso.

Vou clicar em próximo. Ele agora vai perguntar o tipo de Oracle que vou trabalhar em termos de ou vou usar uma instância única ou o que chamamos de Oracle real applications cluster, ou Oracle RAC. O Oracle RAC é uma instalação Oracle no ambiente onde tenho vários servidores clusterizados, e não é nosso caso. A gente aqui não vai trabalhar no ambiente Oracle RAC porque inclusive estamos trabalhando numa máquina única. A gente vai fazer tudo dentro dessa própria máquina.

Vou escolher a primeira opção. A instalação do banco de dados em instância única. Aqui é a versão do Oracle que a gente vai usar. Nós vamos instalar a enterprise Edition, porque vamos usar alguns comandos de administração e aí é melhor a gente instalar a enterprise Edition.

Vou clicar em próximo. Aqui ele vai me dizer uma conta do usuário do sistema operacional no qual vai controlar os serviços do Oracle. Vou aqui criar um novo usuário no meu ambiente Windows e esse usuário vou dar o nome de Oracle e vou colocar uma senha fácil de se lembrar.

Só lembrando, esse usuário que vai ser criado durante a instalação não vou conseguir logar na máquina com ele. Ele só vai ter os privilégios internos para controlar os serviços internos do Oracle.

Vou clicar em próximo. Aqui é o diretório onde o Oracle será instalado. Normalmente, existem dois diretórios importantes. O Oracle base e a localização do software. Vamos manter o padrão, mas tome cuidado. Normalmente o padrão é instalado no driver e. No meu caso não tenho driver e, então vou instalar isso aqui no driver c.

Mas vou dar uma verificada. Ele está instalando no driver c app. Eu já tenho esse diretório com uma série de coisas, que são resquício da minha instalação. Vou dar uma conferida se tenho aqui embaixo um subdiretório chamado Oracle. No caso não. Tenho Oracle xe, que é resquício do Oracle express que tinha instalado na máquina, tenho Oracle data, mas todo o ambiente que ele vai criar vai estar embaixo de c app Oracle. Então não vou nem mexer nesse diretório, vou deixar as pastas que estão aqui. No caso de vocês, deem uma verificada se já tem um diretório c app. Se tiver veja se tem o diretório Oracle.

Se você tiver, apague esse diretório. Deixe que o instalador cria esse subdiretório Oracle. Se você não tem o diretório, não se preocupe. O instalador vai criar.

Ele agora faz uma verificação se eu tenho requisitos de memória, sistema operacional para instalar o ambiente que eu configurei. Ele me disse que o espaço em disco está ok, usuário Oracle está ok, a localização do arquivo temporário onde tem os parâmetros da instalação. Aparentemente não deu nenhum problema em termos de requisito, vou clicar em instalar.

Agora a gente espera. Ele vai fazer toda a instalação do banco Oracle, copiar arquivos, fazer as configurações, não vai criar nenhuma base de dados, só vai fazer a instalação do software. Então, vou deixar executando a instalação e assim que terminar eu volto.

Durante a instalação, ele mostrou essa caixa de diálogo, que é o meu sistema operacional Windows perguntando se posso executar uma instância em Java, que o próprio instalador está chamando. Vou permitir o acesso e a instalação vai continuar.

Terminou a instalação, apareceu a mensagem de que a instalação do Oracle database foi bem sucedida. Clico em fechar e pronto, meu Oracle 12c está instalado.

Criando o ambiente - Criando a base de dados

O próximo vídeo vai ser a criação da base de dados, vídeo este que eu mostrei para vocês no curso Oracle administração parte 1. Para quem está configurando o ambiente, siga os passos desse próximo vídeo.

Vamos fazer a criação de um banco de dados. Vou abrir no meu sistema operacional, onde o Oracle está instalado, e vou escolher a opção assistente de configuração de banco de dados. Vou executar. E aí vou na primeira opção, que basicamente é o módulo de operação de banco de dados.

Tenho aqui cinco opções que dependendo do que quero fazer, vou escolher uma dessas opções e meu assistente vai me guiar conforme a opção escolhida. A primeira opção que tenha é criar um banco de dados. Nessa opção vou, na verdade, criar uma instância em um banco de dados ao mesmo tempo.

Nessa segunda opção, posso ajustar um banco de dados já existente, por exemplo, acrescentando sobre esse banco de dados novos recursos adicionais. Essa terceira opção posso excluir um banco de dados que já existe, vou remover qualquer instância e banco de dados que já estão associados e criados no servidor.

Posso gerenciar modelos. O modelo do banco de dados é um banco de dados já configurado. Alguns modelos podem ser fornecidos inclusive pela própria Oracle ou eu mesmo posso criar um modelo de criação de banco de dados e salvar.

Nesse momento posso salvar os modelos que estão salvos dentro do meu ambiente. O gerenciar banco de dados plugáveis são modelos de banco de dados um pouco diferentes que não vamos ver nesse treinamento. E no caso de gerenciando de instância do banco de dados Oracle hack, como aqui estou trabalhando com uma única instância na mesma máquina, também não cabe olhar essa opção.

Por que só algumas opções minhas estão aqui ativas? Porque meu Oracle está vazio, não tem nenhum banco de dados, e não tem nenhuma instância criada. Por isso minhas opções estão desabilitadas e só posso criar um banco de dados do zero e aí claro uma instância, ou gerenciar um modelo, no caso aqui são os modelos que o Oracle previamente me disponibiliza.

Eu vou na opção criar um banco de dados, ou seja, vamos criar um banco de dados e uma instância ao mesmo tempo, e aí vou partir para o clique do próximo. No modo de criação a gente pode escolher se quero usar uma configuração típica já previamente configurada do nome da instância, local onde o banco vai ser criado.

Posso escolher aqui a configuração avançada, onde todas as possibilidades da criação do banco de dados vão estar de uma certa maneira disponível para mim durante o uso do assistente de criação do banco de dados.

No nosso caso aqui, vamos escolher a configuração avançada, não vamos usar a configuração típica para criar nosso banco de dados, e vamos clicar em próximo. O instalador vai me oferecer alguns modelos específicos do banco de dados. Basicamente são os modelos de banco de dados criados para data warehouse, ou seja, para banco de dados somente de consultas, ou para banco de dados que vão estar associados com alguma aplicação transacional.

No nosso caso, vou escolher a opção banco de dados personalizado. Ele vai me gerar uma caixa de diálogo que vai oferecer total liberdade na configuração do meu banco de dados sem nenhum limite previamente definido.

Aqui em cima tenho o tipo de banco de dados. Vamos escolher essa mesma opção banco de dados Oracle com instância única, porque as opções disponíveis aqui embaixo são normalmente relacionadas com a instalação de banco de dados em servidores clusterizados.

Escolhi essa opção banco de dados Oracle com uma instância única e banco de dados personalizado. Vou clicar em próximo. Agora vou especificar o nome do meu banco. Esse nome vai ser um nome global. Esse banco dentro do meu servidor Oracle tem que ter um nome único.

Ele pode ter até oito caracteres de tamanho, e inclui caracteres alfa numéricos, o underscore, sinal numérico e o cifrão. Mas o primeiro caractere obrigatoriamente deve ser alfabético.

A distinção do banco de dados entre maiúsculas e minúsculas vai variar de uma plataforma a outra. Já o segundo valor, o sd, corresponde a um identificador do banco. O nome do banco e o nome do sd não precisam ser os mesmos, mas normalmente é um padrão que a gente coloca em um nome, tanto do banco de dados quanto do sd, o mesmo.

Tanto é que quando eu edito a primeira caixa de diálogo, note que a segunda também é editada. Vou criar um banco chamado orcl1. Vocês podem respeitar esse mesmo nome ou criar um outro nome qualquer.

Aqui embaixo seria onde fisicamente o banco de dados vai ser criado. Posso criar como um container onde no mesmo local vários bancos de dados podem ficar armazenados. Vou desmarcar essa opção criar com banco de dados de container.

Coloquei o nome do meu banco, do sd, e desmarquei o criar como banco de dados container. Vou clicar em próximo. As opções de armazenamento a gente pode criar esse banco de dados em um grupo de disco que vai ser gerenciado de forma automática pelo Oracle, ou em algum grupo de arquivos de diretório de sistemas que a gente pode especificar sua localização.

No nosso caso aqui, vou usar a primeira opção. Usar modelo de arquivo para atributo de armazenamento de banco de dados. Ou seja, a localização física desse banco de dados vai ser gerenciada de forma automática pelo Oracle.

Marquei essa primeira opção e vou clicar em próximo. Vou escolher a opção de recuperação rápida. É uma forma que vou preservar dentro do meu servidor para gravar todos os arquivos de backup e arquivos de recuperação de arquivos de log que eu queira fazer. Nesse caso não vou mexer em nenhum desses parâmetros, vou deixar como está e vou clicar em próximo.

Agora estou falando de uma entidade que vamos ver com mais detalhes mais à frente chamada listener. É o que permite que a gente faça a comunicação entre um cliente e uma instância que está no servidor Oracle. No caso aqui, não tenho nenhum listener já configurado no meu servidor, então vou clicar na opção criar um novo listener.

O nome do listener vou usar também o mesmo nome do banco que eu criei, para deixar tudo mais compatível. A porta do listener a gente vai manter como sendo 1521. Vou clicar em próximo.

Na aba opções de banco de dados, a gente tem uma série de aplicações que vão estar disponíveis dependendo do Oracle que você tem instalado na máquina. Dependendo da versão e da licença que você tem no seu servidor, você vai ter uma série de componentes que você pode habilitar ou desabilitar. No caso, vou deixar o padrão e vou clicar em próximo.

O ambiente Oracle possui na sua inicialização mais de trezentos parâmetros públicos visíveis e milhares de parâmetros que são ocultos. O nosso assistente mostra nessa parte a possibilidade da gente configurar alguns desses parâmetros, e aí você tem uma caixa de diálogo mais amigável para a gente fixar alguns parâmetros.

Vou destacar dois parâmetros. O primeiro é sobre o tamanho SGA e tamanho PGA. Posso dizer que esses parâmetros significam o seguinte. SGA é a área global do sistema, e PGA consiste na palha global de programa.

O SGA é usado pela instância através de todas as sessões que acessam o bando de dados. Como estou falando de sessão, estou falando de uma conexão com o usuário. Tenho a instância, que é a estrada, e um usuário utiliza essa instância para acessar um banco de dados. Esse acesso nós chamaremos de uma sessão. Mas na analogia da estrada a sessão seria um carrinho que corre pela estrada até o final dela, onde tenho um banco de dados. E posso ter várias sessões utilizando a mesma estrada, ou seja, a mesma instância.

O SGA é o consumo de memória que vai ser acessível a todas as sessões, e aí vai ser dividido, claro, pelo número de sessões que estão abertas, pela capacidade de memória que o servidor possui, e assim por diante.

Já o PGA é dividido em áreas de memória privada, que vão ser utilizadas por cada sessão. Aqui posso especificar como vai ser o consumo máximo de memória por parte ou da memória global de todas as sessões ou a específica de cada sessão.

Na área de dimensionamento de memória, a gente mostra mais ou menos o que nós chamamos de tamanho do bloco de memória, que vai ser usada para armazenar a informação. Esse tamanho que está aqui é um tamanho que quando a gente específica durante a instalação a gente nunca mais pode mudar.

Os tamanhos opcionais aqui são 2, 4, 8, 16 ou 32 k. Ou seja, cada informação gravada dentro do banco de dados sempre vai estar ocupando palavras de 2, 4, 8, 16 ou 32k.

Uma outra informação importante que a gente pode especificar é o conjunto de caracteres. O conjunto de caracteres é usado pelo Oracle quando ele vai criar, por exemplo, campos do tipo nvarchar, nchar ou nclob.

Esse conjunto de caracteres são os conjuntos relacionados com o idioma que o Oracle vai usar. Você sabe muito bem que o ç, o a com acento, são conjuntos de caracteres que temos na língua portuguesa. Se a gente for implementar um banco de dados na Rússia, você tem outros conjuntos de caracteres, que é o alfabeto deles, diferente do nosso alfabeto do ocidente, que possui letras completamente diferentes.

Você pode usar os conjuntos de caracteres padrões do idioma do servidor Oracle, ou como uma boa prática a gente vai utilizar esse Unicode AL32UTF8. Esse padrão é um padrão que já tem embutido nele a maioria dos caracteres usados, e quando a gente estiver falando de banco de dados em português, esse tipo de dicionário, de conjunto de caracteres, vão funcionar bem no nosso caso.

Eu não vou falar muito sobre outros tipos de conexões, mas o que a gente vai fazer na nossa instalação é manter essa opção marcada, ou seja, usar Unicode AL32UTF8, e aqui no tamanho de memória a gente vai colocar um valor um pouco menor de memória. Vou colocar 1024 para tamanho SGA e 512mb para tamanho PGA. Coloquei um tamanho mais ou menos padrão que vai ser suportado por qualquer máquina que você esteja trabalhando e fazendo esse treinamento.

Vou clicar em próximo. Temos na parte de opção de gerenciamento do banco de dados duas opções. O enterprise manager database express, e o enterprise manager cloud express. A diferença é que a primeira opção, o enterprise manager database express vai criar sempre um gerenciamento de banco de dados específico para cada banco de dados. Enquanto a segunda opção faz um direcionamento global para todos os bancos.

Normalmente, numa estrutura mais robusta, as pessoas utilizam a opção registrar no enterprise manager a opção cloud control. No nosso caso vou manter a opção enterprise manager database express. Vou clicar em próximo.

Nessa etapa, vamos entrar com a senha de dois usuários especiais do Oracle. O sys e o system. O usuário sys é o esquema de dados que possui o próprio dicionário de dados. Inclusive, essa senha sys é muito especial porque quem conseguir entrar no banco com ela vai conseguir acessar funções muito críticas do banco de dados, então somente os administradores do ambiente devem ter a senha sys.

O usuário system não. É um usuário que o usuário comum pode ter a senha do usuário system, mas ele vai receber, claro, alguns privilégios poderosos dentro do banco de dados, como por exemplo acessar qualquer tipo de tabela. Mas o system não consegue ter acesso profundo à parte de estrutura do dicionário de dados. Quem consegue isso é somente o sys.

Aqui vou colocar uma senha para esses dois usuários e claro, aqui no meu caso vou colocar uma senha simples, para não esquecer, mas no ambiente real é legal que você respeite todas as políticas de segurança de senha que a empresa possui.

Vamos colocar aqui e confirmar a senha do sys e a senha do system. Aqui embaixo, vou colocar a senha do usuário do sistema operacional, no caso Windows, que vai gerenciar os serviços. É a senha daquele usuário que eu criei quando a gente fez a instalação do Oracle. E aqui no caso vou colocar a senha dele também.

Vou clicar em próximo. Vai dar um alerta, porque eu coloquei uma senha muito simples, não estou respeitando os padrões do Oracle, só que no caso o Oracle permite que a gente coloque uma senha simples. Vou clicar em save.

Aqui vou especificar a ação que vou fazer baseado nos parâmetros do assistente que fui especificando até esse momento. Basicamente a primeira opção é se realmente quero criar o banco de dados. Essa segunda opção consiste se quero salvar o modelo em cima dos parâmetros que especifiquei. Ou seja, depois de criar o banco de dados vou criar um modelo no servidor que vai ter um nome, e aí quando eu quiser criar o segundo banco de dados posso usar esse modelo que eu criei durante o assistente. Vou criar um segundo banco de dados com as mesmas configurações que foram especificadas nesse aqui.

Ou então posso gerar um script de criação de banco de dados e a todos os comandos que o Oracle vai executar. Para criar esse banco de dados serão salvos em um arquivo para que eu possa depois usando o próprio Oracle através de linha de comando criar outros bancos simplesmente executando esse script.

No nosso caso aqui, vou manter a opção criar banco de dados marcada e vou selecionar a gerar script de criação de banco de dados. Vou clicar em próximo. Nesse momento ele me mostra tudo que ele vai fazer, ele vai criar instância, vai criar banco de dados usando todos os parâmetros especificados aqui. Posso fazer uma revisão. Se eu quiser posso voltar algum passo anterior, e caso eu esteja satisfeito clico em finalizar.

Ao fazer isso, ele vai começar a criar a instância e o banco de dados. Dependendo do processo, no meu caso aqui ele vai me dar alguns alertas de segurança, porque vai estar sempre usando o Java, então meu firewall vai começar a me perguntar se pode executar Java, vou permitir acesso. E aí vou esperar em alguns minutos e vou ver se esse processo vai ser executado com sucesso. Vou parar o vídeo aqui e volto assim que o processo terminar.

A mensagem aqui significa que a instalação foi feita com sucesso. Agora tenho um banco de dados chamado orcl1 criado na minha máquina, uma instância ativa para que eu possa acessar esse banco de dados, e estou pronto para poder trabalhar com ele. Vou clicar em fechar e pronto, finalizo a instalação do meu banco de dados.

Sobre o curso Desempenho do Oracle Database: Análise do ambiente

O curso Desempenho do Oracle Database: Análise do ambiente possui 216 minutos de vídeos, em um total de 40 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de SQL e Banco de Dados em Data Science, ou leia nossos artigos de Data Science.

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