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Certificação Cisco CCNA parte 4: Routing Fundamentals

Describe the routing concepts - Introdução

Sejam muito bem vindos nessa parte número 4 do curso preparatório para certificação CCNA da Cisco. Nessa parte do curso, nós vamos falar sobre o tópico Routing Fundamentals que corresponde a cerca de 25% do que vai cair na prova da certificação.

Nesse tópico do curso a Cisco espera que a gente tenha um conhecimento um pouco mais detalhado de como o roteador vai trabalhar por debaixo dos panos. Então, vamos fazer bastante configuração nessa parte.

Vamos interpretar as informações que vão aparecer na tabela de roteamento do nosso roteador. Vamos interpretar como ele vai passar essa informação. Vamos falar um pouco sobre os protocolos de roteamento dinâmico.

Nós vamos falar, principalmente nessa parte, sobre o protocolo RIP, entender como ele vai trabalhar, como ele vai divulgar as informações. E vamos também ver algumas questões de estratégias que podemos ter para poder reparar problemas na nossa rede.

Eventualmente, tem algum problema na nossa rede e vamos ver algumas estratégias do que podemos estar utilizando, para poder fazer esse reparo desses problemas. Nessa parte do curso, é muito importante que você já tenha algum conhecimento sobre o que nós falamos aqui. Sobre principalmente a questão dos endereços IP, sobre sub-redes.

Então, se você ainda não fez as outras partes do curso, eu recomendo que você primeiro faça as outras partes para depois acompanhar melhor esse tópico do Routing Fundamentals, porque vamos falar de uma forma mais frequente sobre os endereços IP, sub-redes, tanto no ipv4, como no ipv6.

Também, nós vamos falar bastante sobre ipv6. Então, é importante que você já tenha essa certa familiaridade. Vamos lá, e vamos começar essa parte número 4 do curso preparatório para certificação CCNA da Cisco.

Describe the routing concepts - O roteador não encaminha a informação

Hoje em dia, nós sabemos que temos a necessidade de acessar recursos que estão fora dessa nossa rede local. Por exemplo, aqui no meu estúdio, nessa nossa rede local, a gente tem o quê? A gente tem esse computador da gravação, que eu estou mostrando para vocês e tem outras salas com outros computadores que formam essa nossa rede local. Se eu for aqui no meu browser e eu colocar para acessar o conteúdo, por exemplo, do blog da Alura, o que acontece?

O conteúdo do blog da Alura está armazenado em algum servidor na internet, um lugar do mundo. Esse servidor não está aqui na nossa rede interna, nessa nossa rede local. A gente precisa encontrar uma forma de conectar essa nossa rede local, onde eu tenho esse meu computador da gravação, onde tem outras salas com outros computadores.

A gente precisa conectar essa nossa rede interna, essa nossa rede local, com essa rede externa, com a internet que vai possuir todos esses recursos que precisamos acessar. O equipamento que a gente viu, que vai realizar essa conexão, essa interconexão entre redes, é o chamado roteador e a nossa missão, nessa etapa agora do curso, é entender um pouco mais em detalhes como o roteador vai trabalhar por debaixo dos panos.

Para isso, eu tenho aqui no Packet Tracer o cenário ilustrando isso que a gente comentou. Eu tenho esse meu PC0 que seria o exemplo do meu computador da gravação e tenho esse meu servidor 0 que seria o servidor que vai conter o conteúdo do blog da Alura. Vamos só verificar antes como estão os endereços IPs desses meus dispositivos.

Então, se eu for aqui no meu computador e colocar na aba desktop “IP Configuration”, a gente tem que esse meu computador está configurado com endereço de 192.168.0.2 com a máscara padrão da classe C que é a “255.255.255.0”. E aqui o endereço IP do “Default Gateway” que é “192.168.0.1”, que é o endereço IP dessa interface Fast Ethernet “0/0”, desse meu roteador da esquerda.

O meu servidor aqui do lado direito está configurado, por sua vez, com o endereço IP 210.1.1.2, com a máscara padrão da classe C, “255.255.255.0”. E nós temos o “Default Gateway” que é “210.1.1.1”, que é o endereço IP dessa interface Fast Ethernet 0/0, desse meu roteador aqui do lado direito.

Então, pelo que a gente viu lá nos endereços IPs, máscaras de rede, a gente sabe que esses dois dispositivos, que o meu computador e o meu servidor, eles estão em redes diferentes pelo fato deles estarem em redes diferentes. Nós precisamos conectar essas redes diferentes através do nosso roteador.

Então, o que acontece? Se a gente for testar a conectividade com o ping, o que a gente faria? A gente poderia vir aqui no nosso computador e colocar lá o comando ping e colocar o endereço IP do servidor que é o “210.1.1.2”. Antes de eu pressionar “Enter”, o que vai acontecer? Esse meu computador aqui, ele vai procurar se ele já possui um registro de qual que é o endereço IP e qual é o endereço MAC, desse meu servidor, então ele vai procurar na sua tabela ARP como a gente já viu.

Para ver como está a tabela ARP desse computador, eu coloco o comando aqui “arp -a”, ele me fala que não tem nenhuma entrada referente a nenhum dispositivo, eu ainda não me comuniquei com nenhum dispositivo. Então, quando não existe nenhum registro referente a esse dispositivo que a gente quer comunicar, que seria o servidor, se não tiver nenhum registro dele nessa tabela ARP, o que esse meu computador vai fazer?

Ele vai lançar aquele protocolo ARP, que é aquele protocolo que vai ter aquela comunicação broadcast. Antes deixa só eu mudar o modo “Realtime” para o modo Simulação, para poder ver cada etapa do processo de comunicação, se eu for aqui e colocar agora “ping 210.1.1.2”, nós temos o nosso protocolo ARP aqui. Se a gente for colocar o “Capture/Forward”, o que vai acontecer?

Essa informação chegou aqui no nosso roteador, mas olha o que acontece, que a gente já tinha visto nas etapas anteriores, o meu roteador vai o quê? Ele bloqueia a comunicação broadcast, ou seja, ele não permite que um protocolo, que um pacotinho que utiliza a comunicação broadcast passe adiante. Então, o que vai acontecer? Esse meu roteador vai passar a informação dele, roteador, para o computador armazenar.

Se eu for aqui colocar o “Capture/Forward”, a informação que a gente vai ter agora nesse meu computador, para poder chegar até o nosso servidor, a informação que vai conter aqui, vai ser o quê? Vai ser a informação desse roteador, o endereço IP desse roteador e o endereço MAC desse roteador, porque o roteador vai falar para o computador: computador, se você precisar se comunicar com alguém fora da rede interna nossa, local, você passa informação para mim, porque eu sou eu o Default Gateway.

Eu vou encontrar alguma forma, de encontrar essa rota até o servidor, se a gente voltar aqui. Eu só vou voltar no modo simulação, colocar aqui antes e aumentar um pouquinho. Eu vou colocar o comando de novo “arp -a”, o que a gente tem? Tem um endereço IP “192.168.0.1”, que era quem? Era o endereço IP do Default Gateway, que é essa interface Fast Ethernet “0/0” do meu roteador. E a gente vai ter o quê?

A gente vai ter o endereço MAC dessa interface, desse meu roteador, sempre que esse meu computador precisar se comunicar com alguém fora dessa nossa rede local, dessa nossa rede interna, a informação vai ser passada para o roteador e vamos ter aqui, na tabela ARP, o registro referente ao endereço IP do roteador e o endereço MAC do roteador.

Não vai ter aqui a informação do meu dispositivo final, que seria o servidor. A gente não vai ter o “210.1.1.2”, porque o meu roteador bloqueia essa comunicação Broadcast. E ele vai passar informação dele, roteador, para o meu “PC0”, para que o “PC0”, precisando passar informação para alguém que esteja fora da rede, ele utilize esse endereço IP do roteador e esse endereço MAC do roteador.

Só que olha as mensagens que a gente teve aqui em cima. Tem essa mensagem de “Destination host unreachable”. Então, o que isso quer dizer? Que a gente teve um retorno, uma resposta, dessa meu ping e aqui ele está falando que ele não encontrou, ele não conseguiu chegar a esse nosso host de destino, por que isso está acontecendo?

Vamos tentar ver aqui de novo, nesse modo simulação, para ver o que está acontecendo. Eu vou aqui de novo e vou colocar aqui o comando ping “210.1.1.2”. E vamos ver o que está acontecendo. A gente não vai ter agora o protocolo ARP, por quê?

Porque, eu já mandei o protocolo ARP, o roteador bloqueou esse protocolo ARP, porque ele é uma comunicação broadcast, a gente já tem o registro agora nesse meu computador, a gente já tem na tabela ARP, o registro de como a gente pode chegar até o servidor que é através desse meu roteador. Então, não tem porque mandar o protocolo ARP agora, eu vou só mandar o protocolo ICMP, que está dentro do ping.

Então, se eu colocar o aqui o “Capture/Foward”, olha o que vai acontecer quando esse meu pacotinho chegar nesse meu roteador, ele está descartando esse meu pacotinho e é ele que está sendo o vilão dessa história aqui, ele que não está mandando esse nosso pacotinho até o nosso destino que seria esse nosso servidor. Vamos entender o porquê isso está acontecendo na sequência, vamos lá.

Describe the routing concepts - O motivo do roteador não encaminhar os dados

Nós vimos, que esse meu roteador está atuando como se fosse um vilão nessa história. Ele não está encaminhando o nosso pacotinho até o nosso destino que é o servidor. Se a gente abrir um desses pacotinhos ICMP, a gente tem que a origem, quem mandou esse pacotinho, é o endereço IP 192.168.0.2 que é o endereço IP desse meu computador, e o destino que a gente quer mandar esse pacotinho é para o dispositivo que tem o endereço de “IP: 210.1.1.2”.

Pelo que a gente falou esses dois dispositivos, o computador e o servidor, estão em redes diferente. O meu computador aqui vai verificar que o destino que a gente quer chegar está numa rede diferente, ele vai verificar na sua tabela ARP qual é o endereço IP e o endereço MAC do roteador. Porque vai ser papel do roteador, que é o nosso Default Gateway, mandar essa informação adiante.

O nosso pacotinho chegou no nosso roteador, e a gente tem que ele está descartando. Essa nossa mensagem, eu vou abrir essa mensagem que chegou no nosso roteador. Eu vou clicar na camada 3 que seria a camada de rede que vai ter o protocolo IP, e essa segunda mensagem que ele estava me mostrando aqui.

[00:14 ] Deixa só copiar, porque eu acho que ela está um pouco pequena, e abrir o bloco de notas só para podermos ver um pouco melhor. Ela tem essa seguinte mensagem, que a tabela presente no meu roteador não tem uma entrada para esse nosso destino, para essa nossa rede 210.1.1.0, que é onde o endereço IP 210.1.1.2 do servidor está inserido. Ele está me falando, nessa mensagem, que esse meu roteador não tem um registro desse nosso destino, que a gente está querendo chegar. Por quê? O que acontece?

Sempre que uma informação chega aqui no roteador, o meu roteador vai o quê? Ele vai abrir esse pacotinho e vai verificar essa sua tabela de roteamento, é uma tabela que vai ter interna no roteador, onde vai ter todas as rotas que esse meu roteador conhece para poder encaminhar a informação e para a gente poder pedir essa informação para o nosso roteador. A gente viu lá que é aquele comandinho que sempre vai começar por “show”.

Vamos lá e ver qual é esse comando que a gente vai poder visualizar todas essas rotas, que o meu roteador vai conhecer. Vou clicar aqui nesse meu roteador da esquerda e perceba que a gente está no modo user exec, então tem que subir o privilégio para chegar no modo privilegiado, digitando aqui o comando “enable”. Então, estamos agora no modo privilegiado.

Como a gente falou, temos que colocar aqui “show” e agora para eu perguntar para esse meu roteador as rotas que ele conhece, eu tenho que colocar o comando “show ip route”. E ele vai me listar aqui todas as rotas que esse meu roteador conhece. Olha o que ele me fala, aqui a gente só tem um registro para duas redes, uma delas é o 192.168.0.0, que é a rede que está conectado na porta FastEthernet 0/0, desse meu roteador que seria essa daqui, essa rede onde tem esse meu computador.

E a outra rota que ele conhece é para rede 200.1.1.0, que está conectada na porta FastEthernet 0/1 que é essa porta que está conectando com esse meu roteador da direita. Olha a informação que a gente tem, a gente tem esse símbolo "C" aqui do lado. Se a gente pegar nessa nossa legenda, a gente tem que esse símbolo “C”, seria de conectado, por quê? O que acontece?

Por padrão, o meu roteador só vai conhecer as rotas que estão diretamente conectadas nas suas interfaces. Quantas interfaces conectadas nós temos nesse nosso roteador? Nós temos essa interface FastEthernet 0/0, que está conectada aqui com essa rede 192.168.0.0 e a gente tem esta interface FastEthernet 0/1, que está conectada aqui na rede 200.1.1.0. A gente só tem esses dois registros, porque o meu roteador por padrão só vai conhecer essas rotas.

Essas redes que estão diretamente conectadas nas suas interfaces. Essa rede onde está o meu servidor não está diretamente conectada na interface desse meu roteador da esquerda. Por padrão, ele não vai conhecer, ele não tem um registro de como chegar até essa rede 210.1.1.0. Ele não sabe. Esse meu roteador da esquerda não conhece, não tem nenhum registro de como ele pode chegar nessa rede 210.1.1.0. Se ele não sabe como chegar, se ele não possui nenhum registro de como mandar essa informação para rede 210.1.1.0.

O que ele vai fazer? Ele vai descartar o nosso pacotinho e ele vai mandar para o nosso dispositivo de origem, que é o meu computador. Essa mensagem aqui, essa mensagem que nós já vimos, que é um host de destino inacessível, por quê?

Porque o meu roteador não sabe a maneira que ele tem que trabalhar para poder mandar essa informação pro dispositivo 210.1.1.2, que é o servidor que vai estar dentro da rede 210.1.1.0. Então, vamos ver como é que a gente vai conseguir resolver esse problema, vamos lá.

Sobre o curso Certificação Cisco CCNA parte 4: Routing Fundamentals

O curso Certificação Cisco CCNA parte 4: Routing Fundamentals possui 196 minutos de vídeos, em um total de 52 atividades. Gostou? Conheça nossos outros cursos de CCNA exame 100-105 em DevOps, ou leia nossos artigos de DevOps.

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